Vem aí o grafite de tricô
Não é nenhuma revolta das vovós, mas um jeito novo de "vestir" a cidade
Uma nova forma de intervenção artística urbana vai começar a invadir os espaços públicos de São Paulo. Saem as tintas do grafite e entram agulhas e linha de tricô. Isso mesmo. O movimento nascido nos Estados Unidos, batizado de “Yarn Bombing” (algo como bombardeio de novelos) ou grandma grafitti (grafite da vovó), irá vestir postes e monumentos por aqui. “É uma forma de difundir essa técnica, mostrar que não é coisa de vovozinhas”, explica a estilista Cristiane Bertoluci, uma das organizadoras do movimento.
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Ao lado da estilista, está também a pesquisadora Carla Mayumi. Desde o final do ano passado, organizam juntas o Tricotarde, um encontro de amantes da técnica manual. “Começou com amigas e cresceu no boca a boca. Hoje até 15 pessoas de variados perfis e idades se reúnem para aprender novos pontos ou só conversar”, conta Cristiane. Seguindo o movimento mundial, a dupla quer que as peças de linhas coloridas tomem as ruas. No sábado (04), pretendem cobrir um poste ou árvore próximo ao local onde as reuniões acontecem, a galeria Cartel 011, na Vila Madalena.
O movimento do “grafite de tricô”, como chamam as organizadoras, acontece pelo mundo todo e tem como uma das principais percursoras a estilista americana Magda Sayeg, dona do site KnittaPlease. “A Camila viaja muito e já viu instalações do tipo em Londres”, explica Cristiane. “Agora vamos ver se funciona por aqui”. A experiência é para aquecer os motores para o Dia Internacional de Tricotar em Público, que é celebrado aos segundos sábados de junho. “Pretendemos fazer alguma ação, mas ainda estamos decidindo”, conta a estilista.
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