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Com medo de rolezinho, JK Iguatemi barra entrada até de funcionários

Shopping conseguiu uma liminar para impedir o acesso de menores desacompanhados. Além disso, as portas automáticas foram desligadas e blindadas por policiais, advogados e um oficial de Justiça

Por Juliene Moretti 11 jan 2014, 16h30 | Atualizado em 5 dez 2016, 15h19
Shopping JK Iguatemi rolezinho liminar
Shopping JK Iguatemi rolezinho liminar (Juliene Moretti/)
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Um dos mais luxuosos centro de compras da capital, o Shopping JK Iguatemi barrou, na tarde deste sábado (11), a entrada de seus próprios funcionários para evitar o chamado rolezinho. O encontro de jovens – que não chegou a acontecer –  foi organizado por meio de uma rede social e convidou mais de 30 000 pessoas, sendo que 2 000 confirmaram.

Com medo de tumulto, o estabelecimento conseguiu uma liminar para impedir o acesso de menores de idade desacompanhados de adultos. Um bilhete pregado na porta do shopping informava que cada manifestante podia sofrer uma multa de R$ 10 000. A liminar completa estava disponível em uma estrutura de acrílico do lado de dentro. Além disso, as portas automáticas foram desligadas e blindadas por policiais, advogados e um oficial de Justiça.

 

A  todos os pedestres que tentavam entrar era solicitado documento de identificação – alguns deles se revelaram, inclusive, funcionários. Um rapaz, cujo nome não foi divulgado, estava sem seu crachá de trabalho e só conseguiu passar escoltado por seguranças. Acostumado a frequentar o local, João Gabriel, de 15 anos, foi barrado. “Estou assustado. Nem sabia desse evento. Vim apenas fazer uma compra”, contou.

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Por volta das 15h, houve uma queda de energia no prédio em razão da chuva, o que gerou apreensão em parte do público, já que diversos seguranças andavam pelos andares do shopping. A vendedora Patrícia Santalucia, de 19 anos, não foi barrada, mas ficou intrigada com a movimentação. “Achei que era alguém famoso que ia vir. Na loja, me explicaram sobre o evento. Não tinha ideia”, disse. Os advogados Maria José Fortes Molina Morelli, 54 anos, e José Fortes Filho, de 52 anos, também se assustaram. “Percebemos que havia seguranças diferentes dos que vemos normalmente, além de ter muito mais deles aqui. É certo, já que essas concentrações intensas de pessoas podem acabar em violência”, afirmaram.

Mais tarde, às 16h, as portas automáticas foram religadas. Mas o oficial de Justiça Thiago de Pierri manteve-se de plantão para identificar possíveis líderes do movimento. “Se reconhecermos o criador do evento, Giancarlo Ferreira, ele será autuado e levado para questionamento.”

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Em nota oficial, o estabelecimento informou que tem como procedimento padrão atuar para garantir a segurança e a tranquilidade de seus clientes, lojistas e colaboradores, visando conforto nas compras, lazer, cultura e entretenimento. Ainda de acordo com o shopping, “não há como saber quem é funcionário, então se a pessoa parece menor de idade, pedimos documento”.

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O rolezinho começou em dezembro do ano passado com um encontro de 6 000 adolescentes no Shopping Metrô Itaquera, na Zona Leste, que assustou frequentadores e lojistas. Desde então têm surgido convites de novos encontros nas redes sociais em variados shoppings da cidade.

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