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Protesto contra preço da passagem gera confrontos no centro

A Polícia Militar usou bombas de efeito moral e balas de borracha para conter manifestantes no entorno da Avenida Paulista. Ônibus, placas de sinalização e estações do Metrô foram depredados

Por Redação VEJASAOPAULO.COM 6 jun 2013, 21h33 | Atualizado em 5 dez 2016, 15h56
manifestação contra reajuste da passagem
manifestação contra reajuste da passagem (Marcelo Cobra/)
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Protestos de vários grupos contra o aumento do preço da passagem nos transportes públicos provocaram confrontos entre manifestantes e a Polícia Militar na noite desta quinta-feira (6), no centro da capital. Diversas vias de acesso foram fechadas entre a Praça 14 Bis e a Sé, o que provocou congestionamentos, e policiais chegaram a atirar bombas de gás lacrimogêneo e a disparar tiros de borracha. Quinze pessoas foram detidas.

‘Não importa a ação policial, não vamos sair’, diz manifestante

O primeiro embate ocorreu no cruzamento das avenidas 23 de Maio e Nove de Julho. Na altura da Avenida Paulista, a polícia tentou dispersar os grupos bombas de efeito moral. Outro protesto, no Anhangabaú, foi promovido pelo Movimento Passe Livre (MPL) e também terminou em confronto – na região, os manifestantes atearam fogo a cones. Aos gritos de “Ô motorista, ô cobrador, o seu salário também não aumentou”, eles ainda queimaram lixos que estavam na rua.

De acordo com a assessoria da PM, houve depredação de ônibus e de placas de sinalização no Terminal Bandeira. O Metrô informou ainda que as estações Brigadeiro e Trianon-Masp, da Linha 2-Verde, tiveram os vidros dos acessos quebrados. Ambas as estações, assim como a Consolação, foram então fechadas no momento dos confrontos. A estação Vergueiro, da Linha 1-Azul, também foi danificada e um agente de segurança ficou ferido no local. “O Departamento Jurídico vai estudar formas de responsabilizar os autores desses atos que causaram danos patrimoniais e colocaram em risco os usuários do sistema”, afirma documento divulgado pela companhia.

No começo da madrugada, a PM realizou uma coletiva de impresa conduzida pelo Comandante do Policiamento da Área Central, Reynaldo Simões Rossi, na qual explicou que a reação com bombas de gás e tiros de borracha se deu porque houve depredação do espaço público e ataque aos policiais por parte dos manifestantes. Segundo Rossi, 323 policiais participaram da ação, sendo que dois deles ficaram levemente feridos. No total, quinze pessoas foram detidas durante os atos – elas estão na 78º DP, nos Jardins. O presidente do Sindicato dos Metroviários, Altino de Melo Prazeres Júnior, também foi autuado por dano ao patrimônio público.

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Os protestos começaram logo após o reajuste da passagem de ônibus, metrô e trens de R$ 3,00 para R$ 3,20, no domingo (2). A tarifa não sofria alterações desde janeiro de 2011. A cota de junho para estudantes já será calculada com base no valor de R$ 1,60, o equivalente à metade do novo bilhete.

Publicada no Diário Oficial do último dia 25 de maio, a decisão do prefeito Fernando Haddad decretou um reajuste de 6,67%. Se fosse aplicada a inflação do período, a tarifa cheia chegaria a R$ 3,40.

Na segunda (3), o mesmo grupo promoveu uma ação que interditou a estrada do M’Boi Mirim durante a manhã. Na ocasião, moradores da região atearam fogo em pneus, mas não houve confronto com a Polícia Militar.

 

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