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Manifestantes fazem ato contra o impeachment em São Paulo

Passeata na cidade reuniu 40 000 pessoas nesta quinta (20), segundo a Polícia Militar; protestos ocorreram em todo o Brasil

Por Veja São Paulo 20 ago 2015, 18h18 | Atualizado em 1 jun 2017, 16h40
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4874892-high (Dario Oliveira/Folhapress/)
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Movimentos sociais, centrais sindicais e grupos estudantis realizaram um ato contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff em São Paulo na noite desta quinta (20). Cerca de 40 000 pessoas participaram do protesto, segundo balanço divulgado pela Secretaria de Segurança Pública. De acordo com o Datafolha, foram 37 000 pessoas.

No último domingo (16), a Avenida Paulista reuniu 350 000 ativistas para protestar contra a corrupção e o governo da presidente Dilma Rousseff. O balanço foi divulgado pela Polícia Militar. De acordo com o Datafolha, o ato contou com 150 000 manifestantes.

“Não estamos fazendo comparação, estamos defendendo a democracia. O importante é que tem espaço para que a população vá às ruas fazer essa defesa”, disse Rui Falcão, presidente nacional do PT. As manifestações desta quinta (20) aconteceram em 25 estados e no Distrito Federal.

Em São Paulo, os participantes começaram a se reunir às 17h no Largo da Batata. Por volta das 19h, debaixo de chuva fina, eles seguiram pela Avenida Brigadeiro Faria Lima em direção à Avenida Rebouças. A manifestação encerrou por volta das 21h30 na Avenida Paulista, em frente ao vão livre do Masp.

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+ Veja como foi a manifestação contra o governo

Assim como aconteceu em protestos contra o governo, uma paulistana bateu panela na janela de um prédio na Avenida Rebouças quando os manifestantes passaram. 

Em seu discurso, o coordenador nacional do Movimento dos Sem-Terra (MST), João Paulo Rodrigues, afirmou que o ato era “uma luta dos excluídos”. “As atuais medidas do governo só beneficiam os ricos. Temos que fazer uma frente contra a direita e contra os coxinhas”, disse. Um dos carros de som ecoava um trecho da música Vou Festejar: “você pagou com traição a quem sempre lhe deu a mão”.

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Apesar do apoio institucional, eram unânimes os protestos contra o ajuste fiscal do governo de Dilma Rousseff. O principal alvo dos manifestantes era o Ministro da Fazenda Joaquim Levy. “Este ajuste fiscal serve apenas para os ricos e prejudica o trabalhador”, disse Rodrigues. 

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Protesto Largo da Batata
Protesto Largo da Batata ()

Em um vídeo publicado mais cedo no Facebook, o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), Guilherme Boulos, afirmou que as pessoas estariam nas ruas “contra o conservadorismo, a intolerância, o ajuste fiscal e a Agenda Brasil e em defesa dos direitos dos trabalhadores”. “Também é um dia para lembrar os dezoito chacinados na periferia de Osasco e Barueri semana passada”, disse. Segundo ele, o protesto não é pró-governo.

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Entre os movimentos reunidos no Largo da Batata, além do MST e MTST, estavam a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), União Nacional dos Estudantes (UNE). Os manifestantes levaram bonecos de papelão do senador Aécio Neves, do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e de Joaquim Levy. A atitude foi uma alusão ao que os participantes do ato anti-Dilma em Brasília no domingo fizeram com o ex-presidente Lula (Com Estadão Conteúdo)

 

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