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Black Friday da crise: preços pouco atrativos e aumento de reclamações

Levantamento do Reclame Aqui apontou mesmos problemas de 2015, mas identificou mudança no perfil do consumidor em decorrência da crise

Por Mariana Gonzalez
28 nov 2016, 19h19 • Atualizado em 5 set 2025, 18h29
Black Friday Reclame Aqui
 (Reclame Aqui/Divulgação)
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  • Confirmando as expectativas de um ano de crise, o balanço desta Black Friday não foi dos melhores: os preços foram pouco competitivos e os problemas na hora da compra aumentaram, segundo levantamento da plataforma Reclame Aqui.

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    De acordo com o site, os descontos ficaram, em média, na casa dos 20%, e o número de queixas de consumidores entre sexta-feira (25) e domingo (27) aumentou 12% em relação ao mesmo período do ano passado. 

    Os maiores problemas foram propaganda enganosa, com 19% das reclamações, seguido por dificuldades na finalização da compra (14%), divergências de valores (13%) e produto indisponível (6%) – os mesmos relatados em 2015. A empresa líder de reclamações também foi igual: a loja virtual Kabum!, que este ano recebeu 677 avaliações negativas no site. 

    Perfil de compra

    De acordo com o CEO do Reclame Aqui, Maurício Vargas, com o crescimento da inadimplência em 2016 e consequente falta de crédito, a maioria dos consumidores fez compras à vista.

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    Enquanto o gasto médio diminuiu nas lojas online durante a Black Friday, nas lojas físicas aumentou. E a mudança nos índices – que, desde 2013, apontavam maior quantidade de vendas pela internet – foi causada justamente pela crise econômica. Para Vargas, a explicação está no perfil de compras, que sofreu alterações devido à alta do desemprego. 

    “Este ano, celulares, tablets e outros eletrônicos ficaram em segundo plano. Quem podia gastar investiu em eletromésticos de primeira necessidade, como fogão, geladeira e máquina de lavar roupas. As pessoas lotaram os supermercados em busca de produtos de limpeza, itens de higiene pessoal e alguns itens para as festas de fim de ano. Cerveja, por exemplo, teve muita procura”, explica Vargas.

    Apesar de não estar entre as prioridades, os smartphones lideraram o ranking de reclamações dos consumidores no Reclame Aqui, com 10,8% das queixas – seguidos por aparelhos de televisão e acessórios de informática. 

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    Vargas destaca ainda que, segundo o monitoramento do Reclame Aqui, os consumidores pesquisaram menos e tiveram mais pressa em comprar. “No final de semana, as reclamações aumentaram 40% em relação à sexta-feira, o que mostra o desespero e a pouca disposição do consumidor em pesquisar preço e reputação das lojas”, conclui. 

     

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