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Tarifa do metrô também será de 3,50 reais

Com acréscimo idêntico ao anunciado para os ônibus da capital, o novo valor com aumento de 16,67% entra em vigor a partir do dia 6 de janeiro

Por VEJA SÂO PAULO 30 dez 2014, 10h42 | Atualizado em 5 set 2025, 17h42
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O governo Geraldo Alckmin (PSDB) confirmou o aumento de 16,67% nas tarifas de trem e metrô de São Paulo. Com o reajuste, o valor da passagem sobe de 3 reais para 3,50 reais, mesmo acréscimo anunciado há três dias pela gestão Fernando Haddad (PT) para os ônibus da capital. Ambos passam a valer a partir do dia 6 de janeiro.

Segundo a Secretaria dos Transportes Metropolitanos, o aumento da tarifa cheia do metrô e da CPTM está abaixo dos 17% de inflação acumulada desde o último reajuste, aplicado em fevereiro de 2012. No caso dos ônibus municipais, a tarifa estava congelada havia quatro anos. Com a medida, o valor da integração entre os dois sistemas passa de 4,65 reais para 5,45 reais.

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Assim como Haddad, Alckmin anunciou que enviará um projeto de lei à Assembleia Legislativa propondo tarifa zero no metrô, CPTM e nos ônibus da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) para todos os estudantes de escolas públicas estaduais, incluindo universidades públicas, como a USP, e das Escolas Técnicas (Etecs) e das Faculdades de Tecnologia (Fatecs). A proposta também prevê isenção da tarifa para alunos de escolas e universidades privadas que comprovarem renda per capita de até 1 550 reais.

Também terão direito ao benefício alunos de baixa renda cadastrados em programas estaduais que dão bolsas a universitários, como o Escola da Família e o Ler e Escrever, além dos federais ProUni e Fies. O governo tucano estima que cerca de 65% dos estudantes que usam CPTM e metrô terão isenção total no preço das passagens.

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A medida atende parcialmente o pleito do Movimento Passe-Livre (MPL) e visa a evitar uma nova onda de manifestações contra o aumento da passagem, como ocorreu em junho de 2013, após a tarifa subir de 3 reais para 3,20 reais. À época, Haddad e Alckmin anunciaram juntos a revogação do reajuste, após uma série de protestos de rua organizados pelo MPL.

O movimento, contudo, já havia classificado o projeto de tarifa zero anunciado por Haddad e aprovado pela Câmara como “insuficiente” porque a gratuidade não deveria valer só no trajeto até a escola ou universidade. O MPL convocou em sua página na internet a população para o “1º Grande Ato Contra a Tarifa”, marcado para o próximo dia 9, três dias após o reajuste entrar em vigor (O Estado de S. Paulo).

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