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Jiquitaia

(Desde 2012)

Tipos de Restaurantes: Brasileiros

VejaSP:

Endereço: Rua Coronel Oscar Porto, 808 - Paraíso - São Paulo - SP ver no mapa

Telefone: (11) 30515638

Horário:

segunda-feira 12:00 - 15:00 - 19:00 - 22:00

terça-feira 12:00 - 15:00 - 19:00 - 22:00

quarta-feira 12:00 - 15:00 - 19:00 - 22:00

quinta-feira 12:00 - 15:00 - 19:00 - 22:00

sexta-feira 12:00 - 15:00 - 19:00 - 22:00

sábado 12:00 - 16:30 - 19:00 - 22:00

domingo 12:00 - 16:30

Faixa de preço: De R$141,00 a R$210,00

Informações adicionais: Entrega em domicílio, Acesso para deficientes, Lugares/Capacidade total (40), Levar vinhos (permite) (R$ 60,00)

Resenha por Arnaldo Lorençato

Pode botar reparo. Em novo endereço, o Jiquitaia virou Jiquichique. Os irmãos e sócios Marcelo Corrêa Bastos e Nina Bastos marcaram um golaço ao transferir o restaurante, do sobradinho onde existiu por quase uma década na Consolação e onde continua o delivery da marca. O novo ambiente, numa residência da década de 50 no Paraíso, é decorado com belas fotos e cestaria de índios baniuas pendendo do teto como luminárias. Mas o protagonismo é da cozinha, que ocupa o espaço desse cômodo mais um pátio que existia dividindo a casa. Ali, o chef pôde realizar um antigo sonho: trabalhar com pratos na grelha. Chega repleta de sabor e com um irresistível aroma de defumado a acelga posta no calor das brasas com manteiga (R$ 36,00). Beneficia-se ainda da acidez de um vinagrete com limão e de um cheiro de mar de bottarga ralada. No churrasco de coração de boi (R$ 35,00) pode-se dizer que a inspiração nem é tão brasileira. “Gostei muito de um espetinho que comi na Kantuta”, entrega o chef, sobre a feira de cozinha boliviana onde encontrou uma senhora peruana que fazia a pedida. Na verdade, ele vai desenhando uma cozinha nacional moderna que incorpora os elementos de novos imigrantes, representantes de países como Bolívia, Peru e outras nações latinas. As lâminas marinadas em salmoura com cominho, pimenta e alho são ladeadas por cambuquira de chuchu e molho picante. Melhor ainda é a seleção de peixes pequenos e inteiros, como carapau, pargo e a anchova da foto acima. Para dois paladares, qualquer um desses pescados de pele tostada e carne úmida custa R$ 140,00 e vem acompanhado de arroz cateto polido, usado por restaurantes japoneses, mas temperado com alho e sal. Até o prato assinatura de Corrêa Bastos foi parar na churrasqueira. Seu famoso arroz de pato no tucupi (R$ 70,00) tem o peito da ave finalizado no calor do carvão. Na sobremesa, dê um ponto-final à gula com a torta de mandioca com calda de abacaxi e sorvete de leite (R$ 19,00). Por enquanto próximo à cozinha, o bar, de responsabilidade de Nina — autora de ótimos drinques, como o mandasour (R$ 27,00), que tira partido da cremosidade do mate na mistura de cachaça envelhecida em jaqueira, mel de mandaçaia e limão —, vai descer para o subsolo, que ainda funcionará como espera. O cozinheiro aguarda o retorno do restaurante Vista, na cobertura do Museu de Arte Contemporânea da USP, do qual também é titular e para onde pode ir caminhando do Jiquitaia. Por lá, dará expediente no jantar.

Informações checadas entre outubro e novembro de 2020.

    Pode botar reparo. Em novo endereço, o Jiquitaia virou Jiquichique. Os irmãos e sócios Marcelo Corrêa Bastos e Nina Bastos marcaram um golaço ao transferir o restaurante, do sobradinho onde existiu por quase uma década na Consolação e onde continua o delivery da marca. O novo ambiente, numa residência da década de 50 no Paraíso, é decorado com belas fotos e cestaria de índios baniuas pendendo do teto como luminárias. Mas o protagonismo é da cozinha, que ocupa o espaço desse cômodo mais um pátio que existia dividindo a casa. Ali, o chef pôde realizar um antigo sonho: trabalhar com pratos na grelha. Chega repleta de sabor e com um irresistível aroma de defumado a acelga posta no calor das brasas com manteiga (R$ 36,00). Beneficia-se ainda da acidez de um vinagrete com limão e de um cheiro de mar de bottarga ralada. No churrasco de coração de boi (R$ 35,00) pode-se dizer que a inspiração nem é tão brasileira. “Gostei muito de um espetinho que comi na Kantuta”, entrega o chef, sobre a feira de cozinha boliviana onde encontrou uma senhora peruana que fazia a pedida. Na verdade, ele vai desenhando uma cozinha nacional moderna que incorpora os elementos de novos imigrantes, representantes de países como Bolívia, Peru e outras nações latinas. As lâminas marinadas em salmoura com cominho, pimenta e alho são ladeadas por cambuquira de chuchu e molho picante. Melhor ainda é a seleção de peixes pequenos e inteiros, como carapau, pargo e a anchova da foto acima. Para dois paladares, qualquer um desses pescados de pele tostada e carne úmida custa R$ 140,00 e vem acompanhado de arroz cateto polido, usado por restaurantes japoneses, mas temperado com alho e sal. Até o prato assinatura de Corrêa Bastos foi parar na churrasqueira. Seu famoso arroz de pato no tucupi (R$ 70,00) tem o peito da ave finalizado no calor do carvão. Na sobremesa, dê um ponto-final à gula com a torta de mandioca com calda de abacaxi e sorvete de leite (R$ 19,00). Por enquanto próximo à cozinha, o bar, de responsabilidade de Nina — autora de ótimos drinques, como o mandasour (R$ 27,00), que tira partido da cremosidade do mate na mistura de cachaça envelhecida em jaqueira, mel de mandaçaia e limão —, vai descer para o subsolo, que ainda funcionará como espera. O cozinheiro aguarda o retorno do restaurante Vista, na cobertura do Museu de Arte Contemporânea da USP, do qual também é titular e para onde pode ir caminhando do Jiquitaia. Por lá, dará expediente no jantar.

    Informações checadas entre outubro e novembro de 2020.