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Prédio da embaixada cultural Central 1926 chega ao centenário com agenda especial

Espaço teve restauro na fachada e fará baile de gala para aniversário

Por Luana Machado
19 fev 2026, 18h22 • Atualizado em 23 fev 2026, 12h38
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Um século: restauro na fachada do edifício (@marcelopaixa0/Divulgação)
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  • Quem caminha pelas ruas do centro da capital não imagina que 100 anos atrás a região era o coração de uma rede de linhas de bondes, com mais de 160 quilômetros de extensão. Hoje, as relíquias dessa história são as grandes obras deixadas pela protagonista daquele momento, a extinta São Paulo Tramway, Light and Power Company. Uma delas completa o centenário neste ano. É o edifício da antiga Subestação Riachuelo, localizado na Praça da Bandeira, responsável por abastecer os bondes eletrificados e a iluminação pública da área. Hoje ocupado pela embaixada cultural Central 1926, o endereço tem uma agenda especial para celebrar sua construção.

    “Retomamos o nome Central para resgatar o significado de estar em um vórtice de desenvolvimento da cidade. O prédio passou por vários momentos, chegando a ser público, com a estatização da Eletropaulo, e depois voltou a ser privado, com a inauguração do Red Bull Station, primeiro centro cultural permanente da Red Bull no mundo, que funcionou entre 2012 e 2022”, lembra Francisco Lowndes, fundador do atual projeto. O empreendedor cultural completa quatro anos no comando da edificação — que conta com uma operação independente, sem patrocinadores e focada na cultura urbana e periférica da capital.

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    Música urbana: espaço é conhecido pelas festas (@marcelopaixa0/Divulgação)

    O pontapé inicial foi o restauro da fachada do edifício, entregue no começo deste ano, e a programação de aniversário terá início com uma edição especial do Festival Verão Urbano, em 15 de março, cujo line- up ainda será confirmado. Na sequência, em maio, acontece um ciclo de palestras focado no desenvolvimento urbano e arquitetônico. “A Central não é somente um patrimônio histórico, mas um testemunho da infraestrutura elétrica que estruturou a expansão urbana, econômica e social de São Paulo ao longo do século XX”, afirma Lincoln Paiva, co-curador dos encontros e pesquisador da formação histórica da cidade.

    Ainda no primeiro semestre, ocorre uma exposição de artes visuais que revisita os arquivos históricos da capital. “Vamos produzir novas imagens com fotógrafos que estão sendo selecionados para fazer esse diálogo entre o antigo e o contemporâneo”, conta Lowndes, que fará a curadoria da mostra. Para encerrar, ele promove um baile de gala em outubro.

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    Entre as comemorações, o espaço continua com a agenda movimentada de festas, além das gravações que ocorrem na Central Records, gravadora do hub de música do edifício, tocado pelo produtor musical Rico Manzano, membro da Academia do Grammy Latino.

    Fora da Central, o empreendedor ainda investe em outros dois prédios centenários da região. Um deles, inaugurado em 1910 na Rua Venceslau Brás, era ocupado pela Caixa Mútua de Pensões, de autoria do italiano Giuseppe Sacchetti, responsável pelo famoso Castelinho da Brigadeiro. O outro é o edifício da Rua Simonsen projetado pelo escritório Ramos de Azevedo, antiga sede da Escola Politécnica e do Arquivo Histórico Municipal. “É importante levantar essa bandeira da requalificação do centro. A Central é uma protagonista desse processo, justamente porque seu restauro se deu em um momento em que ainda se falava pouco em retrofit. Acho maravilhosa essa crescente agora com novas iniciativas culturais, como o brilhante projeto da Casa de Francisca”, afirma Lowndes.

    Confira outros prédios com mais de noventa anos que tem programações para o público: 

    Edifício Rolim

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    (Divulgação/Divulgação)
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    Erguido em 1928 e tombado em 2015, funciona hoje como um “complexo de terror”, após ficar décadas abandonado. Por lá, o público pode viver experiências de escape room a partir de R$ 99,00.

    Edifício Sampaio Moreira

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    (Mario Rodrigues/Veja SP)

    Projetado em 1923, o primeiro arranha-céu da cidade abriga a sede da Secretaria Municipal de Cultura e tem visitas guiadas durante a Jornada do Patrimônio e datas comemorativas.

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    Edifício Martinelli

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    (Leo Martins/Divulgação)

    Concluído em 1934, ele tem na cidade uma agenda concorrida de festas que celebram diferentes ritmos brasileiros e internacionais.

    Publicado em VEJA São Paulo de 20 de fevereiro de 2026, edição nº 2983

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