Clique e Assine a partir de R$ 12,90/mês

Paula Picarelli, de ‘Mulheres Apaixonadas’, revela traumas por seita religiosa

A atriz que interpretou Rafa na novela chegou a escrever um livro sobre a experiência

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 10 set 2020, 12h18 - Publicado em 10 set 2020, 12h15

Em entrevista à colunista Patrícia Kogut, do jornal O Globo, Paula Picarelli, a Rafa de ‘Mulheres Apaixonadas’, revelou traumas após participar de uma seita religiosa durante a produção da novela. “O período foi muito difícil para mim e, pela primeira vez, estou podendo curtir como deveria ter feito”, conta a atriz, hoje com 42 anos de idade. O assunto veio à tona com a reprise da produção no canal ‘Viva’. 

Em 2003, quando atuava em ‘Mulheres Apaixonadas’, Paula contou que se sentia sozinha e teve vários conflitos por fazer parte da seita religiosa. Os anos no grupo serviram de inspiração para o livro ‘Seita – O dia em que entrei para um culto religioso’, escrito pela atriz em 2018.  

Paula explicou os motivos que a levaram a escrever sua história. “Foram oito anos desde que saí da seita até eu decidir escrever o livro. Pensava que era uma porta que tinha fechado e não queria olhar para trás. Mas, depois, comecei a pensar na responsabilidade que eu tinha. Sabia que ainda havia muita gente na mesma situação que eu”.

A atriz não acredita ter superado completamente tudo o que viveu na seita, mesmo expondo o ocorrido. Ela diz que ainda está ‘tudo’ dentro dela de algum jeito e está lendo uma obra de uma psicóloga norte-americana sobre traumas religiosos. “Ela (a psicóloga) diz que as pessoas que passam por isso têm um quadro parecido com a síndrome do estresse pós-traumático. Acho que é por aí mesmo”, explica. 

Na época do lançamento do livro, Paula disse que foi manipulada pela seita, cujo nome não revela, mas utiliza ayahuasca. “Não sou contra o chá de ayahuasca. Sou contra o mau uso. Se você usa dentro de uma seita e dentro dela você é manipulado, está em transe, com a consciência alterada, me posiciono contra”, disse ao UOL na época.

Mesmo com a crise, a história que viveu interpretando Rafa a ajudou a seguir adiante. “O que me segurava era o fato de as personagens serem homossexuais. Eu achava aquilo uma coisa muito legal. A história toda foi marcante. Nós tivemos uma resposta positiva do público. Então, apesar de tudo, eu sabia o quanto aquilo era importante e que tínhamos uma responsabilidade grande”, explica a atriz. 

Hoje, Paula passa a quarentena com a filha Sofia, de 8 anos. No começo do isolamento social, ela tentou morar junto com o ex-marido, o pai da menina, para evitar que um deles ficasse sem vê-la. Porém, a medida não funcionou e agora voltaram a viver separados. 

+Assine a Vejinha a partir de 6,90 

Continua após a publicidade
Publicidade