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‘O Homem de Aço’: muito barulho e pouco conteúdo

Nova aventura do Super-Homem parece um genérico sem alma de outros filmes recentes de ação

Por Miguel Barbieri Jr. 12 jul 2013, 21h16 | Atualizado em 5 dez 2016, 15h48

Clark Kent entra numa cabine telefônica, tira os óculos de grau e sai de lá vestido de Super-Homem para salvar uma criança em apuros. Se você quiser ver uma cena como essa, um conselho: procure pelos antigos filmes do super-herói, porque não há nada semelhante na nova aventura O Homem de Aço.

Dirigida pelo queridinho de Hollywood Zack Snyder (de 300, Watchmen e Sucker Punch), a fita volta às origens para explicar como o personagem chegou à Terra. Seu planeta, Krypton, estava em via de extinção devido a uma disputa pelo poder, e seu pai, Jor-El (Russell Crowe), o enviou ainda bebê para cá. Adulto e interpretado pelo belo canastrão Henry Cavill, ele faz bicos como pescador e garçom. Mas possui uma missão pessoal: derrotar o vilão Zod (Michael Shannon), que saiu de Krypton com sede de vingança.

O realizador acerta mais na narrativa do passado, quando o protagonista, criado pelos pais adotivos (Diane Lane e Kevin Costner), descobre que é diferente de seus colegas de escola por causa da força descomunal. A partir da metade, o longa-metragem tira de cena a nostalgia e torna-se um genérico sem alma de um filme de ação, com intermináveis batalhas aéreas. A provável explicação para a mudança está no curso do tempo: o público do cinema não é mais o mesmo e a geração video game gosta de barulho e destruição.

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