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Arte no final de semana: mostras de Yoko Ono e Panteras Negras

Programe-se para os eventos de abertura gratuitos no Instituto Tomie Ohtake e MAC

Por Julia Flamingo - Atualizado em 31 mar 2017, 17h48 - Publicado em 31 mar 2017, 16h57
Yoko Ono ganha individual no Instituto Tomie Ohtake Foto: Stephan Crasneanscki ©Yoko Ono/Veja SP

A SP-Arte está chegando e, por esse motivo, o cenário das artes na capital está em polvorosa. Yoko Ono e Monumentos Temporários abrem a temporada de inaugurações da semana, no sábado (1°). Na segunda (3) e terça (4) a coisa começa a pegar fogo com a Gallery Night, que oferece uma programação animada em 56 galerias da cidade.

Livro das Instruções, obras que compõem a individual de Yoko ©Yoko Ono/Veja SP

Yoko Ono, no Instituto Tomie Ohtake

Quando John Lennon conheceu Yoko Ono, em 1966, a nipo-americana fazia uma exposição numa galeria em Londres e já era referência da arte conceitual e da performance. Depois do casamento, ela ficou rotulada como “a esposa de um dos beatles”. A partir de sábado (1°), às 11h, o Instituto Tomie Ohtake apresenta uma aguardada retrospectiva de Yoko, chamada O Céu Ainda É Azul, Você Sabe. Serão exibidos mais de sessenta trabalhos da série Instruções. Criadas desde os anos 60, as peças têm o formato de textos em tom imperativo, que sugerem interações ao público. Durante a abertura, a entrada é gratuita e haverá concerto da Orquestra de Câmara da ECA-USP, a partir das 17h30.

Performer Russo ficará dependurado a 40 metros de altura no MAC, no sábado (1°) Igor Afrikyan/Veja SP

Monumentos Temporários, no MAC

A vista do topo do MAC, no Ibirapuera, tira o fôlego de qualquer um. Mas não é exatamente para admirar a cidade de cima que o russo Fyodor Pavlov-Andreevich vai se dependurar num guindaste ao lado do prédio, a 40 metros de altura. A maluquice, marcada para o próximo sábado (1°), a partir das 13h, é a última de uma série de sete performances mirabolantes que o artista vem realizando desde 2014. Um “detalhe” importante: cada um dos atos tem sete horas de duração.

Capa do jornal dos Panteras Negras: assinada por Emory Douglas, que recebe homenagem na mostra © Douglas, Emory / AUTVIS, Brasil, 2017

Panteras Negras, no Sesc Pinheiros

Fundado em 1966 na cidade de Oakland, na Califórnia, o Partido dos Panteras Negras firmou sua luta política pela liberdade e pela igualdade de direitos dos afro-americanos. Sua maior reivindicação, traduzida na máxima “Todo o poder ao povo”, ressoa até hoje como um grito de guerra e dá nome à ótima mostra em cartaz no Sesc Pinheiros.

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