Avatar do usuário logado
Usuário

Mais versátil que a Netflix, plataforma Looke conquista usuários

Criado em 2015, o serviço soma cerca de 180 000 assinantes, com uma taxa média de 20% de crescimento ao mês

Por Mariana Gonzalez Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
16 fev 2018, 06h00 • Atualizado em 16 fev 2018, 06h00
A empresária Célia Queiroz: escritório sediado em Moema (Ricardo D'angelo/Veja SP)
Continua após publicidade
  • Com filmes clássicos, séries de TV badaladas e conteúdos originais, a plataforma americana Netflix chegou ao Brasil há sete anos e logo se tornou a principal referência do setor de streaming em território nacional. Estima-se que hoje a companhia reúna cerca de 6 milhões de assinantes no país, tendo dobrado de tamanho por aqui em 2016. O sucesso do gigante acabou inspirando o surgimento de negócios locais de perfil semelhante, ainda que em menor escala.

    Nesse grupo, nenhum tem se destacado tanto quanto a paulistana Looke. Criada em 2015, ela já soma cerca de 180 000 assinantes, com uma taxa média de 20% de crescimento ao mês. No ano passado, reproduziu pelo menos 1 milhão de vezes seus 13 700 vídeos, entre longas-metragens, curtas, animações e episódios de séries.

    Ao contrário do que ocorre na Netflix, é possível utilizá-la de diferentes maneiras. A principal é a clássica assinatura mensal, que custa 16,90 reais e oferece acesso ilimitado a 6 000 filmes, cerca de metade do conteúdo total. Produções mais recentes, que acabaram de deixar os cinemas, são cobradas à parte. Nesse grupo estão filmes como Bingo – O Rei das Manhãs e Mulher Maravilha. Ambos eram exibidos nas telonas até novembro e estão disponíveis na plataforma por 9,99 reais.

    Além da assinatura, é possível cadastrar-se na Looke para alugar, ou até comprar definitivamente, seus títulos, pagando exclusivamente por eles. Esse é o formato adotado por 60% dos usuários da plataforma. Outra vantagem do site brasileiro é a grande quantidade de produções nacionais, cerca de 17% do catálogo — na Netflix, esse índice gira em torno de 2%. Há ainda a disponibilidade de conteúdos inéditos no Brasil, como a minissérie australiana The Secret River e a nona temporada de Doctor Who, da BBC.

    Instalado em um escritório no bairro de Moema, onde trabalham 22 pessoas, o negócio foi criado pelas empresárias Renata Vicente e Célia Queiroz, essa última proprietária de uma locadora de vídeos por mais de dez anos. A meta das sócias é levar a plataforma a outros locais da América Latina, mas sem a pretensão de concorrer com a Netflix, hoje presente em 190 países. “É impossível competir, queremos andar ao lado e aumentar a oferta disponível ao público”, diz Célia.

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Impressa + Digital no App
    Impressa + Digital
    Impressa + Digital no App

    Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique.

    Assinando Veja você recebe semanalmente Veja SP* e tem acesso ilimitado ao site e às edições digitais nos aplicativos de Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Superinteressante, Quatro Rodas, Você SA e Você RH.
    *Assinantes da cidade do SP

    A partir de 29,90/mês