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Os empreendedores do litoral que faturam bem na alta temporada

As estratégias dos comerciantes que chegam a ganhar 4 000 reais por fim de semana no verão

Por Ana Carolina Soares Atualizado em 1 jun 2017, 17h08 - Publicado em 2 jan 2015, 22h00

Uma multidão de aproximadamente 4,3 milhões de pessoas buscou o rumo do mar de São Paulo para celebrar achegada de 2015, segundo estimativa do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares (Sinhores). Enquanto essa turma numerosa curte mais uns dias de férias, cerca de 200 000 comerciantes das cidades da costa do estado se empenham no verão, a época mais dura e também lucrativa no trabalho.

A ideia de ganhar dinheiro em um cenário paradisíaco soa tentadora, mas os empreendedores da orla suam a camisa para o negócio deslanchar. “Planejamento e um estudo do ponto de pelo menos seis meses são fundamentais”, diz Cesar Ossamu, consultor de marketing do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) da Baixada Santista. Outras dicas para não “morrer na praia”: saber economizar os ganhos da alta temporada e diversificar o cardápio de ofertas no inverno.“Mas não há nada tão fundamental quanto entender e atender os desejos do consumidor. Um bom atendimento fideliza o freguês”, ressalta Marcel Solimeo, economista da Associação Comercial de São Paulo.

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Muita gente aprendeu essa teoria na prática e prosperou. Em Caraguatatuba, um ex-pescador montou um superquiosque frequentado por famosos como o cantor sertanejo Leonardo. Outro exemplo de sucesso vem de Santos, onde um rapaz que começou fazendo desenhos de hena nos banhistas virou o principal tatuador do pedaço (o craque Neymar, do Barcelona e da seleção brasileira, já fez treze desenhos com o artista).

No sempre quente mercado imobiliáriode São Sebastião, um dos melhores corretores ganha comissões de 2,5% em média sobre imóveis de até 9 milhões de reais. Isso dá 225 000 reais em uma só tacada. Confira ao longo da reportagem essas e outras histórias surpreendentes dos reis da lábia do litoral paulista.

SABOR E SIMPATIA

 

No verão de 1993, Heloísa Pereira da Silva dividiu o cabelo em duas trancinhas pela primeira vez. Com 22 anos na época, a garota vestiu um short e seguiu para a praia da Barra do Sahy para dar uma força na barraquinha de dona Tereza, sua mãe. A dupla vendeu tanto cachorro-quente e chá-mate naquela estação que Helô largou um emprego de oito anos como garçonete em São Sebastião e se tornou sócia.

Ela reformulou o cardápio — inseriu frutas, saladas e sanduíches, sempre com ingredientes frescos —, incrementou a barraca, implantou uniforme com logotipo, deixou a mãe concentrada na cozinha (o que ela realmente gostava de fazer) e assumiu a frente do balcão para atender os clientes. “Lidar com o público não é para qualquer um, exige paciência e dedicação, mas gosto dessa rotina”, diz.

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Por causa da comida boa e da cortesia da moça, o quiosque de dona Tereza virou a Barraca da Helô, um ponto de referência do Litoral Norte. Em um dia ensolarado de janeiro, ela chega a servir 150 caipirinhas (em média, 20 reais cada) e cinquenta lanches naturais (por 16,50 reais o de frango, na foto).

Na alta temporada, fatura quase 50 000 reais por mês. Ao longo do ano, a pedagoga dá aulas para crianças na Riviera de São Lourenço. Nascida em São Sebastião, Helô gosta de sua vida simples ao lado do marido (o motorista Edson Júlio da Costa) e do filho, Ian, de 9 anos, em uma casa na Barra doSahy. Nunca pensou em morar em outra cidade. “Já tive propostas de abrir uma franquia em praias de Salvador e no Rio de Janeiro, mas não quis. Para que buscar fortuna se tenhoo dia a dia que sempre pedi a Deus?”

LEVANDO A VIDA “NA MANHA”

Adalberto Guedes - capa edição 2407
Adalberto Guedes – capa edição 2407

A Praia de Tabatinga, em Caraguatatuba, tem águas calmas e areia fofa, além de artistas, empresários e executivos como frequentadores, devido a um condomínio de luxo construído por lá. Independentemente do perfl (rico ou pobre, famoso ou anônimo), quem pisa no quiosque mais “hypado” daquela costa ouve a mesma pergunta: “Ô,‘na manha’, vai querer o quê?”. De tanto falar assim, ninguém conhece Adalberto Guedes pelo nome. Para a turma do pedaço, ele é o Na Manha.

O comerciante bonachão de 70 anos senta-se à mesa dos clientes, conta piadas e fala pelos cotovelos. “Sempre fui amalucado”, diz. Ele nasceu em Santos e se mudou para Tabatinga há quarenta anos, quando se casou coma caiçara Glória Oliveira. Pescador, começou seu negócio vendendo seus peixes, milho-verde e caldo de cana em uma Kombi adaptada.

Na década de 80, o condomínio de luxo na vizinhança aumentou a freguesia e o tagarela ganhou a simpatia de uma cliente importante: Hebe Camargo. A apresentadora, que morreu em 2012 em decorrência de um câncer, deu-lhe o apelido, a ideia de transformar a perua velha em um quiosque e levou ao ponto amigos famosos, como o artista plástico Gustavo Rosa. O pintor, aliás, em uma manhã preguiçosa ali, desenhou uma mulher voluptuosa que se tornou o logotipo do ponto.

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Hoje, o Rancho da Glória Na Manha serve macarronada com frutos do mar, caipirinhas e o famoso pastelzinho de camarão (12 reais a unidade). O faturamento alcança em média 40 000 reais em um mês da alta temporada e cai pela metade no inverno. “Não fiquei rico, mas dá para levar a vida do jeito que eu gosto: no mar e na manha.”

MISS PACIÊNCIA

Marcia da Silva Sousa - capa edição 2407
Marcia da Silva Sousa – capa edição 2407

O sol baixava na tarde deu m sábado de dezembro, mas um grupo de quatro amigas acompanhadas por um cãozinho da raça shih tzu nem sequer percebia. Em meio a uma pilha de biquínis, cafetãs e saídas de praia, elas discutiam cores, caimento e detalhes no provador de uma loja de beach wear do Shopping Jequiti, na Praia de Pernambuco, no Guarujá. O impasse já durava mais de uma hora.

Todo vendedor sofre com a indecisão dos clientes e a maioria estampa muito bem essa tortura no semblante, mas Marcia da Silva Sousa, de 32 anos, ouvia cada comentário com um sorriso. Ela mesma sugeria voltar ao estoque em busca da peça mais adequada ao perceber que a roupa não valorizava a cliente. Após revistar todas as araras, o grupo começava a se despedir. Até que Marcia mostrou uma sandália de 300 reais com tiras de strass, o mesmo material de que era feito o brinco de uma delas. E, enfm, fechou uma venda. “Adoro moda e lidar com um público de bom gosto”, diz.

Ela começou a atender naquela loja no verão de 2011 e, em agosto do ano passado, foi promovida a subgerente. É responsável por comercializar de dez a vinte peças por dia. Há itens ali que passam dos 1 000 reais, o dobro do que recebia por mês na época em que trabalhava como faxineira no Guarujá. Marcia foi diarista na adolescência e parou de trabalhar nos primeiros anos de casada.

Quando sua flha, Maria Eduarda, completou 3 anos, quis voltar ao mercado e optou pelo comércio. Desde 2004 está atrás dos balcões. “Troquei de lojas cinco vezes, porque recebia propostas melhores”, conta. Márcia não revela seu salário, mas diz que, com a renda dos biquínis, comprou um terreno no Perequê, bairro caiçara da cidade, e ajuda nas despesas da casa dos seus pais. “Sempre ouvi isto, mas é a pura verdade: quem faz o que gosta melhora de vida.”

PREDADORES NO AQUÁRIO

Jayson Huss - capa edição 2407
Jayson Huss – capa edição 2407

A vontade de nadar com os peixes do Acqua Mundo, o aquário do Guarujá, muitas vezes vai por água abaixo quandoo candidato a mergulhador avista os tubarões. Para amenizar o clima nessa hora, o instrutor Jayson Huss, de 38 anos, usa o humor negro. “Fiquem tranquilos: eles já almoçaram hoje e vocês serão apenas a sobremesa”, brinca o mergulhador.

Normalmente, ele prolonga a piada na sequência: “Prazer, sou Jayson, mas pode me chamar de Sexta-Feira 13”, apresenta-se, citando o serial killer das telas.

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A tática parece estranha, mas funciona. Ele é o professor do local há seis anos e, na alta temporada, costuma dar quarenta aulas por mês (cada uma custa 300 reais, com uma hora de duração). Também ensina mergulho no mar, geralmente na Laje de Santos, e, na melhor época (nesse caso no inverno), faz dezesseis saídas a um custo de 450 reais cada uma.

No verão, ganha em torno de 6 000 reais por mês, e o valor cai pela metade nos demais períodos do ano. “Não dá para virar magnata, mas faço o que amo.” Paulistano, Jayson decidiu viver a vida nolitoral aos 22 anos, durante um intercâmbio em Cairns, na Austrália. Depois, passou cinco anos como instrutor em Fernando de Noronha e, em 2007, mudou-se para Santos para estudar biologia marinha. “Conheço bem o meio ambiente, mas sou craque na natureza humana e me considero uma espécie de psicólogo”.

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Ele se gaba de um episódio ocorrido há cerca decinco anos. Uma senhora havia caído acidentalmente em uma piscina na infância, e por décadas se afligiu em todos os lugares em que a água ficava acima de seu tornozelo. Mesmo assim, sonhava mergulhar. Semanas depois de muito treinamento, ela entrou no aquário com Jayson.“Qualquer pessoa pode mergulhar comigo”, orgulha-se.

O CRAQUE DE NEYMAR

Adão Rosa - capa edição 2407
Adão Rosa – capa edição 2407

Televisores de plasma exibem os clientes célebres (Neymar, Bruna Marquezine, MC Guimê e Valesca Popozuda, entre outros), em meio a uma decoração imponente com direito a poltronas de veludo vermelho e espelhos grandes com molduras rebuscadas. Assim é o estúdio “ostentação” de tatuagem de Adão Rosa no shopping Praiamar, em Santos.

Aos 34 anos, o profssional mais procurado da Baixada desse ramo tem outro ponto, no Litoral Plaza Shopping, na Praia Grande. Naquelas areias, tudo começou. Em 1999, o rapaz bom no desenho decidiu incrementar sua renda como marceneiro fazendo um bico nas horas vagas. O negócio consistia em tatuar com henna os banhistas. Logo noprimeiro dia, arrecadou 1 200 reais, uma pequena fortuna para quem vivia em uma rua de terra na Vila Sapo, na periferia da cidade. Chamou cinco amigos, e eles passaram a oferecer o serviço uniformizados com a camiseta da marca recém-criada, a Tatooadão.

Em 2002, o jovem comprou um kit de tatuagem defnitiva e treinou na própria pele. Meses depois, montou um estúdio no shopping, a náutica Tattoo.

Na base da propaganda boca a boca, o local foi ganhando fama e virou ponto dos craques do Santos. Neymar é um dos campeões: fez ali treze desenhos (de diamantes a frases como “Tudo passa”). No início da carreira, para ganhar experiência, Adão cobrava 5 reais por sessão. Hoje, um desenho seu não sai por menos de 800 reais.

VAI UMA MANSÃO AÍ?

Dênei Corrêa Lima - capa edição 2407
Dênei Corrêa Lima – capa edição 2407

O jeito extrovertido e o tino para os negócios apareceram ainda na infância para Dênei Corrêa Lima, 54 anos, o principal corretor de uma imobiliária no Litoral Norte.“Aos 12 anos, eu fazia pipas e as vendia a meus colegas de classe”, lembra. Ele se formou em administração de empresas e fez carreira como executivo do mercado fInanceiro. Há quatro anos, resolveu mudar de ramo e escolheu um ofício com horário mais fexível para poder fcar mais tempo perto da família.

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Matriculou-se no curso do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci) e virou vendedor. Na empresa em que trabalha, a Seaport, os imóveis custam entre 300 000 e 9 milhões de reais. Dênei costuma fechar a venda de duas ou três dessas casas de alto padrão por mês, embolsando uma comissão de 2,5% em média sobre o valor do negócio. “Para ter sucesso nessa área, é preciso entender o cliente e manter o celular ligado 24 horas por dia”, ensina.

Um dos maiores desafios ocorreu logo no início da carreira. Um casal visitou uma mansão, e a esposa se apaixonou por uma obra de arte exposta na sala. Mas a proprietária da residência tinha um apego emocional pela peça e não queria vendê-la. “Para não perder o negócio, convenci minha cliente a adquirir um quadro semelhante, do mesmo autor, e tudo deu certo.” Depois de meia hora relatando suas peripécias, Dênei decide aproveitar a oportunidade: “Aliás, você não quer comprar uma casa na praia? Posso apresentar uma perfeita”.

SHOPPING AMBULANTE

Camila da Silva Matos - capa edição 2407
Camila da Silva Matos – capa edição 2407

Tem boia da Hello Kitty, bolas para todos os torcedores do futebol paulista, pranchas para adultos e crianças, cangas da indonésia, biquínis de Minas Gerais, vestidos do Brás… São mais de 300 peças no carrinho de Camila da Silva Matos. Há dois meses, a garota e o namorado (o marinheiro Wellington de Oliveira, de 32 anos) levam nos braços sua loja ambulante pela Praia da Enseada, a mais extensa do Guarujá.

Apesar da pouca idade (25 anos) e experiência empresarial da dona, o mercadinho é um dos mais procurados do pedaço. Em fins de semana ensolarados ou feriados, o faturamento alcança os 1 800 reais por dia. “A variedade dos produtos e a forma organizada de exibi-los atrai os clientes”, diz.

Ela também aposta na facilidade de pagamento: aceita todos os cartões de crédito e débito. Nas compras acima de 200 reais, parcela em duas vezes. Camila aprendeu com o pai que praia pode também ser lugar para lucrar. Desde 1994, Antonio Carlos Mota, 47, ganha a vida com uma barraca de sanduíches na orla vizinha, Pernambuco. “Ele sustentou a família assim, e eu sempre adorei visitar o trabalho dele”, conta Camila.

Durante dois anos, a comerciante viveu no mar como garçonete em cruzeiros marítimos. “Motivos não faltaram para eu querer fincar os pés aqui”, conta. A garota quis ficar perto da família, do namorado e abrir o próprio negócio.

Como rendimento da temporada 2015, ela quer comprar outro carrinho e inaugurar uma loja física no Guarujá. “Sonho também em comprar um terreno para construir minha residência, casar e criar nossos filhos.” Tem de ser perto do mar, é claro.

MUSA DAS PISTAS

Karlinha Balsano - capa edição 2407
Karlinha Balsano – capa edição 2407

Aos 27 anos, Karlinha Balsano tem o poder do “sim” e do “não”. Ela distribui as pulseiras vips do Sirena, em Maresias, a principal balada do Litoral Norte. “Até as 3 da manhã, administro pessoas que pedem as entradas na última hora”, diz.

Karlinha batia cartão no clube como frequentadora desde seus17 anos. Simpática, chamou atenção dos diretores da casa e, em 2009, recebeu o convite para recepcionar os convidados de um dos camarotes do endereço e vender garrafas de champanhe, uísque e vodca (no esquema do endereço, quem compra uma garrafa dessas ganha na faixa a entrada).

Ela se revelou uma boa profssional e aprimorou a técnica ao cursar relações públicas na Universidade Metodista de São Paulo. Hoje, ocupa o cargo de supervisora de marketing do Sirena. Em uma só noite, chega a vender 160 garrafas de bebidas que custam entre 500 e 800 reais cada uma. A mesa de camarote, para dez pessoas, sai por 5 000 reais. E o clube costuma lotar esses 150 lugares na alta temporada.

Karlinha recebe uma comissão de 7% sobre tudo o que comercializa, além do salário fxo. Há quatro anos, comprou um apartamento no bairro da Saúde. Ela mora em São Paulo e todo fim de semana desce para maresias.“Balada, para mim, é trabalho”, afirma.

AS LIÇÕES DO GALÃ DE JUQUEHY

Marcelo Bonomi - capa edição 2407
Marcelo Bonomi – capa edição 2407

Na Praia de Juquehy, opções não faltam para quem quer aprender a se equilibrar no stand-up paddle, esporte no qual o praticante fica em pé e movimenta uma prancha longboard por meio de um remo. De toda a extensão daquela orla,o ponto em frente à igrejinha concentra a maior aglomeração. Com um porte atlético, cabelos e pele dourados pelo sol que ressaltam os olhos azuis, Marcelo Bonomi, o Alemão, 29 anos de praia, é o professor ali.

A boa aparência serve de chamariz, mas bastam poucos minutos de conversa para perceber queo boa-pinta entende do assunto: ele explica as ondulações com propriedade, adora um papo sobre ecoturismo e transmite segurança. Com tais trunfos, o galã de Juquehy fecha por dia cinco aulas de surfe (por 100 reais cada uma, com um hora de duração) e mais de dez aluguéis de prancha (70 reais por uma hora) em fins de semana e feriados.“Tenho uma espécie de ímã, chamo atenção desde a adolescência, mas sempre soube que só beleza não garante negócios”, diz.

Alemão nasceu em Jundiaí e frequenta a casa de praia da família desde menino. Aos 17 anos, começou a dar aulas de surfe informalmente em Juquehy. Na época de definir uma profissão, optou por um curso técnico de gestão de recursos humanos em Santos. Ele trabalhou como caixa de um banco até seus 25 anos. “Definitivamente, ficar trancado em um escritório não era para mim.”

Voltou a jundiaí para gerenciar uma casa noturna e, em dezembro do ano passado, jogou tudo para o alto para realizar o sonho de trabalhar no mar. “Como estou recomeçando, ganho um pouco menos do que no antigo emprego, mas a qualidade de vida não se compara.”

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