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Justiça argentina quer saber se houve negligência na morte de Maradona

Objetivo é apurar se o ídolo recebeu os devidos cuidados e como foram suas últimas horas

Por Redação VEJA São Paulo 28 nov 2020, 15h30

A Justiça argentina apura se o ex-jogador Diego Armando Maradona, morto na última quarta-feira (25), aos 60 anos, recebeu os cuidados necessários após deixar o hospital alguns dias antes. Os procuradores argentinos apuram uma eventual negligência por parte de familiares. Pouco depois da morte do astro, seu amigo e advogado, Matías Morla, disse que a ambulância demorou mais de meia hora para chegar à casa onde ele estava.

A investigação foi iniciada porque é uma pessoa que faleceu em casa e ninguém assinou a certidão de óbito. Não quer dizer que haja suspeitas de irregularidades, mas é isso que está sendo apurado”, disse um parente do falecido, que pediu anonimato, à agência de notícias France Presse. “Temos que ver se cumpriram com seu dever ou se houve um relaxamento. A enfermeira relatou algo quando o procurador apareceu no dia da morte de Diego, posteriormente ampliou seu depoimento e, no final, foi à televisão dizer que lhe forçaram a falar, então há alguma contradição em seu depoimento”, concluiu.

Maradona, campeão da Copa do Mundo de 1986, no México, morreu devido a um edema agudo de pulmão e insuficiência cardíaca crônica. A casa onde ele estava fica em um condomínio fechado na cidade de Tigre, a 30 quilômetros de Buenos Aires.

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