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Depois de perder por 29×0, jogadora desabafa: “Ninguém tem salário” 

A capitã do Taboão da Serra, time que sofreu a goleada do São Paulo, disse que as atletas não recebem condução nem roupa para os treinos

Por Redação VEJA São Paulo 22 out 2020, 12h56

O São Paulo venceu por 29 a 0 o Taboão da Serra nesta quarta-feira (21) na Arena Barueri, em partida válida pelo Grupo 1 do Campeonato Paulista Feminino. No intervalo do jogo, quando o resultado apontava 17 a 0, a capitã do time do Taboão, Nini, desabafou sobre as péssimas condições de trabalho que as atletas precisam enfrentar. 

Em entrevista à FPF TV, a capitã ressaltou as diferenças de condições dos dois clubes. “A gente sabia que seria difícil, o São Paulo vem treinando há muito tempo, inclusive durante a pandemia, enquanto nosso time é um elenco muito jovem e praticamente nós não tivemos treino”. 

Ela ainda afirmou que as atletas conseguiram treinar apenas três dias antes do início do Campeonato Paulista e na semana seguinte tiveram só mais dois dias de trabalho. Na primeira rodada do torneio, o Taboão perdeu de 2×1 para a Realidade Jovem. 

Sem salários ou apoio

Ainda na entrevista do intervalo, Nini afirmou que as jogadoras enfrentam péssimas condições de trabalho e criticou o clube. “Infelizmente a gente usa a camisa do CATs, mas em pouca coisa o clube nos ajuda. É mais a vontade da comissão técnica mesmo, as atletas estão sem ganhar nada, ninguém tem salário, ninguém tem condução, a gente não tem roupa de treino, não tem apoio nenhum do clube”, desafabou.

“A gente simplesmente usa o nome do clube para participar do Campeonato Paulista porque acredita que é uma oportunidade para as meninas mais novas”, explicou a capitã.

Outra jogadora do Taboão, a camisa 11 Tauni, destacou alguns aspectos positivos ao final da partida. “Eu estou muito orgulhosa do meu time porque a gente teve garra. Nossa equipe só tem um mês juntos. Mesmo um time muito superior ao nosso eu estou orgulhosa, mesmo não tendo o resultado. Agora é seguir em frente”.

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