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Vendas do Natal são as piores dos últimos 12 anos, diz associação

Mesmo com o resultado negativo, a Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop) prevê melhora em 2017

Por Estadão Conteúdo
Atualizado em 26 dez 2016, 14h10 - Publicado em 26 dez 2016, 13h33

O Natal de 2016 nos shoppings foi o mais fraco da história recente acompanhada pela Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop). A entidade, que monitora dados do setor desde 2004, considera que nunca teve um resultado de queda nominal de vendas tão acentuado como o de 2016, quando as vendas caíram 3% na comparação com igual período do ano anterior. A expectativa, porém, é de um 2017 mais positivo.

Em 2014, as vendas de Natal haviam crescido 3% ante o ano anterior e, em 2015, a queda foi de 2,8%.

“É o pior Natal desde que acompanhamos os resultados, mesmo diante de uma base fraca em 2015”, afirmou o presidente da entidade, Nabil Sahyoun. Tradicionalmente, o Natal permitia que as lojas registrassem aumento de vendas superior ao crescimento da economia naquele ano, diz, mas os últimos dois anos foram de enfraquecimento da data.

Os números da Alshop não consideram a inflação do período. Em termos reais, a queda seria ainda maior, dada a inflação de 6,58% acumulada em doze meses até dezembro, segundo o IPCA-15.

Apesar de ruim, Sahyoun considera que o resultado fraco era esperado pelo varejo. O cenário político instável desse ano, somado a uma oferta de crédito restrita e alta do desemprego fizeram com que o empresariado já se preparasse para o pior, pondera.

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Para 2017, porém, ele enxerga uma “retomada da confiança” dos empresários e um desempenho melhor das vendas. Ele citou ações recém-anunciadas pelo governo federal como responsáveis por melhorar o otimismo do setor.

Sahyoun considera que as perspectivas de redução da taxa básica de juros, Selic, e das taxas de juros no cartão de crédito para consumidores devem estimular as vendas. Ele avaliou ainda que a possibilidade anunciada de saques em contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) deve servir de estímulo a uma melhoria do sentimento das famílias e, com isso, impulsionar o consumo.

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