Swarovski: A lapidação de uma marca centenária
Com foco no rejuvenescimento, a gigante dos cristais acelera mudanças para transformar o luxo tradicional em acessório indispensável do dia a dia
A idade pode ser de anciã, mas o corpinho parece não ter passado da juventude. Aos 130 anos, a fabricante de cristais austríaca Swarovski está onde a moda e o glamour estão: no tapete vermelho, vestindo as atrizes do momento ou nas redes de influenciadores com milhares de seguidores. Tudo para mostrar que, mesmo sendo símbolo de tradição e luxo, consegue acompanhar as mudanças de comportamento.
Recentemente, a marca chamou a atenção pelo enorme pingente em formato de morango usado por Julia Roberts no Globo de Ouro. Na mesma ocasião, a atriz e cantora Ariana Grande — embaixadora da grife — usou acessórios Swarovski, complementando o look all black de Vivienne Westwood.
“Desde a pandemia, a grife acelerou as mudanças, para rejuvenescer o estilo, sem cortar laços com sua essência”, explica Carla Assumpção, diretora-geral Latam da Swarovski, que também comanda a operação no Brasil — o país abriga quase oitenta lojas, sendo dezesseis delas na cidade de São Paulo.
A reinvenção da empresa especializada em cristais tem muito das mãos da estilista italiana Giovanna Engelbert, diretora criativa global da Swarovski desde 2020. Ela vem lapidando a marca para identificá-la mais como acessório fashion que como peça de joalheria.
Giovanna é a criadora da coleção que celebra os 130 anos, Vienna, na qual utiliza técnicas de alta joalheria com um toque punk-rock e design arquitetônico. “São criações clássicas em espírito, mas com ousadia contemporânea”, explica.
Para o Brasil, a estratégia segue sendo tornar a marca uma aliada nas produções para o dia a dia. “Principalmente em São Paulo, a nossa consumidora vem do mercado corporativo e enxerga nossos acessórios como autoindulgência”, diz Carla. “Ela consome Swarovski em momentos especiais e conquistas na carreira.”





