Daiso: o paraíso de quem ama bugigangas
Rede japonesa tem sete lojas na capital e virou a preferida dos paulistanos que buscam itens não tão necessários assim
Quem entra em uma das unidades da Daiso Japan parece ter sido teletransportado diretamente a uma lojinha de Tóquio. Pelos corredores há totens gigantes rosa-choque com o nome da marca e gôndolas repletas de quinquilharias supérfluas e high tech de papelaria, utensílios para casa e itens de trabalho, de borracha escolar movida a pilha a canetas que deixam mensagens invisíveis, todas em embalagem com rótulo em japonês.
Além disso, alguns funcionários (parte deles oriental) não falam português e o som ambiente é composto de músicas típicas do Japão. A rede chegou ao Brasil em 2012 e virou uma febre por aqui. Sua primeira loja foi a da Rua Direita, no centro. Hoje, já são treze no estado, sete delas na capital em pontos como os shoppings Metrô Tucuruvi, na Zona Norte, Butantã, na Zona Oeste, e Boulevard Tatuapé, na Zona Leste.
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O grande chamariz são os preços baixíssimos. Começam em 1,99 real (um par de luvas para proteger os motoristas do sol, por exemplo) e vão até 49,99 reais (alguns enfeites de Natal). No entanto, 80% dos produtos têm valor fixo de 7,99 reais. “Sempre que passo por perto, não resisto e vou ver as novidades”, diz a estudante de design gráfico Thalita Gama, de 21 anos, que frequenta a filial do Tatuapé e posta as aquisições no YouTube. “Além de baratos, eles são resistentes, duram bastante”, completa ela.
Fundada na década de 70 no Japão, a Daiso está presente em 28 países. Seus preços populares devem-se ao custo baixo de produção, realizada em larga escala em território japonês e em outros países asiáticos como China, Indonésia e Tailândia. Os objetos, padronizados, viajam durante cerca de dois meses a bordo de navios, dentro de contêineres, antes de chegar por aqui.
DaisoNo estado, são colocados nas prateleiras aproximadamente cinquenta itens novos a cada mês. Ao todo, a linha tem mais de 4 000 itens. “Boa parte das fábricas produz exclusivamente para a nossa empresa, o que garante valores baixos”, relata Reginaldo Paulista, gerente-geral da Daiso no Brasil. Em 2015, o faturamento da operação brasileira foi de 60 milhões de reais. Em 2016, a previsão é que a taxa de crescimento seja 50% maior.
Os apetrechos daqui são exatamente os mesmos encontrados em lojas do resto do mundo, inclusive no Japão. No fim do ano passado, o subgerente de uma das unidades teve de prestar esclarecimentos na Delegacia de Defesa do Consumidor porque 33 tipos de mercadoria não apresentavam informações em português sobre a composição do produto e o modo de uso (segundo a legislação brasileira, isso é crime contra as relações de consumo).
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“Depois desse episódio, corrigimos tudo prontamente”, garante Paulista. A mais nova empreitada da companhia envolveu o lançamento do e-commerce, em novembro. Para 2017, há planos de abertura de dez filiais no estado, para a alegria dos clientes que já se tornaram fãs. “Passo um tempão lá dentro vendo os detalhes”, conta a pedagoga Marielle Alves, de 28 anos, criadora da página “Achei na Daiso” no Facebook, que reúne admiradores da marca.
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