Cidade das Compras, o megashopping popular que abrirá em Santo Amaro

Começa na sexta (9) um 'soft opening' do empreendimento 

Às vésperas das festas de fim de ano, a capital ganhará uma opção de local para a maratona em busca de presentes. Mais de 200 camelôs da Feira Itinerante do Brás vão se instalar, entre os dias 9 e 24 de dezembro, numa área livre de 10 000 metros quadrados de um prédio na altura do número 20000 da Avenida das Nações Unidas, na região de Santo Amaro. Nesse período, os comerciantes estarão por lá de sexta a domingo, das 9 às 22 horas, para oferecer brinquedos, artigos de decoração natalina e roupas.

A expectativa é que os produtos sejam vendidos por valores até 70% menores que os das principais lojas de departamento da cidade. Carrinhos e bonecas, por exemplo, custarão em torno de 8 reais. O item mais caro, a calça jeans, deve sair por 25 reais, em média. Os organizadores esperam um público de 10 000 pessoas por dia. O espaço também contará com uma praça de alimentação.

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Além de proporcionar uma alternativa mais barata para o movimento natalino desta temporada, o feirão servirá como uma espécie de soft opening para um megaempreendimento com inauguração prevista no mesmo local no ano que vem. Batizado de Cidade das Compras, será um projeto com investimento de 800 milhões de reais. A intenção é atrair grandes marcas populares, como C&A e Casas Bahia, negócios tradicionais da Rua 25 de Março, a exemplo dos Armarinhos Fernando, e até indústrias, como fábricas do setor calçadista de Franca.

Com as obras em fase de acabamento, o complexo de 220 000 metros quadrados de área construída incluirá 3 000 lojas, estacionamento para 4 000 carros e 1 000 ônibus, teatro, cinema, hotel, centro de convenções e até uma réplica do Mercado Municipal. Outra atração será um parque de diversões indoor dedicado a esportes de neve. Climatizado, terá pista de patinação no gelo, rampa de esqui e outras atividades temáticas, em projeto similar ao do Snowland, em Gramado (RS).

Cidade das Compras

Cidade das Compras

O novo centro de compras deverá funcionar 24 horas por dia, em uma proposta “multiúso”. Durante o dia, será ocupado pelo consumidor final e receberá famílias em busca de produtos de moda e tecnologia, além de diversão. À noite, empresários e comerciantes irão atrás de mercadorias para abastecer seus estabelecimentos. Todo item terá dois preços, para atacado e varejo.

As lojas terão tamanhos e propostas variados. No térreo, centenas de camelôs e pequenos empreendedores da cidade vão disponibilizar brinquedos, roupas, bijuterias e sapatos a preços populares, em boxes de 12 metros quadrados. Nos outros andares, ficarão grandes marcas e atacadistas. Pelo menos 30 000 metros quadrados do complexo serão reservados a empresas da China, que trarão eletroeletrônicos, materiais de construção, móveis e até maquinário destinado a obras pesadas, como tratores.

A ideia de construir um centro de compras popular naquele endereço remonta a 2006. À época, uma “nova Rua 25 de Março” seria erguida pelo Grupo Savoy, de shoppings como Interlagos, Aricanduva e Central Plaza, mas o negócio não caminhou muito nos últimos anos. Há cerca de cinco meses, dois sócios entraram na operação: os empresários Paulo Zhu Yang, do Latin-China Economic Cooperation Center — que intermedeia acordos comerciais entre Brasil e China —, e Elias Tergilene, do grupo Mais Investimentos.

Esse último ficou conhecido como “o rei dos shoppings populares” depois de ter criado o Uai, em 2008, em Belo Horizonte (MG). Hoje, a rede está em outras quatro cidades brasileiras. “O Cidade das Compras será uma mistura de Brás, Pari, 25 de Março, Bom Retiro e Santa Ifigênia, e o evento deste mês servirá como uma espécie de aperitivo para esse projeto”, define Tergilene. Segundo os sócios, a meta é movimentar pelo menos 10,2 bilhões de reais por ano em transações comerciais entre China e Brasil até 2020.

ELIAS TERGILENE

ELIAS TERGILENE

SERVIÇO 24 HORAS

Os números projetados para o empreendimento que deve abrir no fim do ano que vem

3 000 lojas

10,2 bilhões de reais em negócios por ano

60 000 clientes por dia

800 milhões de reais em investimento

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  1. Sidney Guimarães

    O artigo diz que foi atualizado em 02/01/17 mas não tem nada atualizado dizendo porque não abriram ou se a reportagem esta errada