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Diletto: “Troca do nome do fundador foi ‘licença poética'”, diz sócio

Fabio Meneghini fala sobre a polêmica causada após texto publicado pela revista EXAME

Por Helena Galante 24 out 2014, 17h14 • Atualizado em 20 jan 2022, 10h24
Diletto - loja dos Jardins
Diletto - loja dos Jardins (Divulgação/)
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  • Uma avalanche de críticas. Essa foi a consequência do texto publicado na quinta-feira (23) pela revista Exame a respeito da história da fundação da sorveteria Diletto, especializada em picolés.

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    Ao contrário do que indica a embalagem dos produtos, o nome do fundador simbólico da marca e avô de um dos sócios não é Vittorio Scabin, mas, sim, Antonio. A jogada de marketing acabou se tornando uma fria e, nas redes sociais, os consumidores se sentiram enganados.

    VEJA SÃO PAULO conversou com o sócio Fabio Meneghini, ex-diretor da agência de publicidade WMcCann, sobre o caso. Ele afirmou que a troca do nome foi uma “licença poética”, mas que não houve intenção de enganar ninguém. Confira abaixo trechos da entrevista:

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    É verdadeira a história contada nas embalagens da Diletto? Nós romanceamos. Queríamos dar um nome lindo, mais sonoro, para o avô do sócio Leandro Scabin. Foi uma licença poética, assim como os artistas usam um nome fantasia. Existiu um velhinho italiano, que fazia sorvete antes de se mudar para o Brasil. Nós nunca dissemos que ele foi sorveteiro aqui. Essa era inclusive uma das frustrações dele. Mas nós nunca, em nenhum momento, criamos qualquer romance em relação a origem dos ingredientes e ao processo de produção do nosso sorvete.

    Você se arrepende de ter trocado o nome do fundador? Lançamos a empresa com essa história, baseada em fatos reais. Não poderia relevar o nome real do fundador, por que nesse momento morreria o nome fantasia. Não fizemos isso no sentido de enganar ninguém, era uma história, não foi mal intencionado. Assim como o Papai Noel ou o Coelhinho da Páscoa, é uma história bonita. Não precisava ter trocado o nome lá atrás, mas também não me arrependo. Não vejo a relevância de ter dado esse nome fantasia. Eu entendo a reação de desconfiança, mas fico triste de ver as pessoas acharem que termos trocado o nome dele compromete a qualidade do nosso trabalho.

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    A Diletto vai mudar suas embalagens e adotar o nome Antonio? Você acha que isso influencia? Sinceramente, não vejo isso como um crime. Não inventei personagem algum. Troquei só o nome. Eu escrevi um livro infantil chamado A Incrível História do Ursinho Sorveteiro, que será lançado no mês que vem com ilustrações de um italiano. É sobre um ursinho que encontrou o personagem Vittorinho e, juntos, eles fazem sorvetes. É uma história bonita.

    Abaixo, a nota oficial de esclarecimento da Diletto:

    Nós da Diletto acreditamos que nossa mensagem é melhor entendida ao ser transmitida na forma de uma história; acreditamos que assim podemos transmitir de uma maneira lúdica os valores únicos da nossa marca. Contamos com orgulho a linda e digna história do imigrante italiano que veio para o Brasil e morreu sem poder retomar sua antiga paixão que era fazer delicados sorvetes nos Alpes. Um sonho que foi retomado por dois de seus netos, que dedicam-se hoje, não por coincidência, à produção de sorvetes de alta qualidade. Uma história que apesar de romanceada quanto ao nome e à imagem do nosso fundador, é verdadeira. Temos plena consciência, no entanto, de que não será apenas nosso passado que nos fará crescer, mas sim a alta qualidade de nossos produtos, elaborados com as melhores receitas italianas, a partir de ingredientes nobres importados. E mais, a capacidade de olhar para a frente, de inovar e surpreender. Em todos os momentos. Só assim, nos tornaremos respeitados e relevantes. Só assim ganharemos um espaço definitivo nessa história. Diletto.

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