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Coronavírus: é seguro pedir comida por delivery?

Confira algumas dicas para evitar o contágio da Covid-19

Por Saulo Yassuda - Atualizado em 31 mar 2020, 10h42 - Publicado em 22 mar 2020, 17h41

Com a propagação da pandemia do coronavírus, as autoridades sanitárias vêm recomendando com veemência que as pessoas permaneçam em suas casas e evitem ficar muito próximas umas das outras. A tão essencial quarentena. Em consequência dessa restrição, bares, lanchonetes, restaurantes e outros lugares dedicados a alimentação fora de casa têm fechado as portas por tempo indeterminado. Parte desses estabelecimentos optou por oferecer os sistemas de delivery ou take away.

Muita gente que solicita refeições em casa fica com a dúvida: é confiável pedir comida de fora? A resposta é sim, mas, claro, tomando alguns cuidados. De acordo com o infectologista Jamal Suleiman, do Instituto Emílio Ribas, são pequenas as chances de se contrair a Covid-19 pela comida ou pela embalagem. “Não há registros de que se possa contrair o coronavírus asism”, reforça o médico. O primeiro passo para evitar a doença está na precaução necessária na hora de retirar o produto com o entregador.

“Para quem recebe a comida em casa é bem seguro”, afirma Suleiman. “Além da embalagem, tem o entregador. O portador dos pacotes precisa de toda a proteção nos dois momentos: quando está retirando o alimento no restaurante e quando vai deixá-lo com o cliente”. Não pode haver contato nessa situação.

 

Confira, abaixo, recomendações para evitar o contágio ao pedir comida fora:

–> Para que mora em edifícios, peça que o entregador deixe o produto em compartimentos específicos (que devem ser constantemente limpos) do condomínio a fim de evitar a proximidade física. Se isso não for possível, mantenham, no mínimo, 1 metro de distância um do outro. iFood, Uber Eats e Rappi já oferecem a opção de entrega sem contato. Evitar a aproximação vale também para quem mora em casa.

–>> Opte pelo pagamento por aplicativo se pedir pelas plataformas. Caso precise pagar na hora da entrega, prefira os cartões de débito ou crédito e mantenha uma distância segura.

–> Com as mãos limpas (sim, é necessário lavá-las a todo instante), abra a embalagem e transfira a comida para um recipiente limpo. Os descartáveis podem, em tese, estar contaminados pelo contato, por isso pode-se limpá-los com álcool em gel, mas não há casos conhecidos de pessoas que tenham ficado doentes dessa maneira, assegura o infectologista.

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–> Para drinques e outras bebida, siga as mesmas recomendações acima. Lembre-se sempre: não vale compartilhar copos, garrafas e outro utensílios, como pratos e talheres.

–> O mais importante: continua valendo a máxima de lavar as mãos antes de comer e beber.

E os entregadores?

Quem trabalha levando as marmitas às casas dos clientes deve reforçar os cuidados. Há motoristas que estão utilizando máscaras e luvas, mas nem sempre o uso é feito de maneira correta. “Causa uma falsa barreira de proteção. É preferível não usar nada disso e andar com tubo de álcool em gel”, diz Suleiman.

O iFood informa que criou um fundo de 1 milhão de reais para apoiar os entregadores que eventualmente precisem permanecer em quarentena e que enviou comunicados informativos sobre boas práticas e medidas preventivas. A Uber, da Uber Eats, diz que no munto todo há esforços, entre eles assistência financeira, a motoristas e entregadores diagnosticados com Covid-19. No Brasil, a empresa promete dar ajuda para a aquisição de álcool em gel, entre outros produtos. A Rappi informa que passou a disponibilizar álcool em gel aos entregadores.

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