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Marcel Miwa – Sede de Vinho Por Blog Tudo sobre vinhos: sugestões de harmonização, rótulos, uvas, safras, guias de compras e outras dicas do expert Marcel Miwa.

Vinho da semana: Dr. L Riesling Trocken 2011

Admito que tenho uma queda por esta uva branca alemã. Não por acaso é também o nome do meu cão, o Riesling, um pastor branco com temperamento forte, quase “ácido”. Entendo também que exista certo preconceito com vinhos brancos alemães, resquícios das ressacas causadas por garrafas azuis de outras épocas e a boa nova é […]

Por pitadadakg Atualizado em 26 fev 2017, 23h09 - Publicado em 20 dez 2013, 18h00

vinhoAdmito que tenho uma queda por esta uva branca alemã. Não por acaso é também o nome do meu cão, o Riesling, um pastor branco com temperamento forte, quase “ácido”. Entendo também que exista certo preconceito com vinhos brancos alemães, resquícios das ressacas causadas por garrafas azuis de outras épocas e a boa nova é que isto é passado.

Alguns rieslings alemães estão entre os vinhos mais intrigantes e complexos. Mesmo que o Dr. L Riesling Trocken 2011 (R$ 65,00, na Inovini), do produtor Dr. Loosen, na região do Mosel, seja um passo de entrada ao estilo da variedade, já é possível notar três qualidades que orbitam os rieslings; o baixo teor alcoólico, quase contraditório a sua intensidade aromática, os aromas minerais e o seu frescor. Ao ver um vinho com apenas 12% de álcool muitos esperariam um vinho leve, diluído e ligeiro, porém as características aqui vão em sentido oposto. É é intenso, com presença marcante e acidez pulsante até o final.

A palavra “trocken” significa “seco” e vale para todos os produtores alemães. Nos aromas, além do cítrico de um limão ácido, espere notas de maçã verde e minerais (talco, querosene e aquela faísca de isqueiro). A sugestão de harmonização pode soar estranha mas sempre me dei bem com este vinho e pratos com folhas de coentro (peixes, preferencialmente). Se você não gosta de coentro, pense em pescados feitos na linha oriental, temperado com óleo de gergelim, cebolinha, gengibre e pimenta vermelha.

Em tempo: vale lembrar que esta riesling não é a mesma riesling que temos aqui no Brasil e é bastante utilizada nos espumantes feitos pelo método charmat (lembra?). A riesling alemã é conhecida aqui como riesling renana e a riesling itálico dos espumantes é chamada welschriesling na Alemanha.

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