Alee e Klisman sobre novo álbum: “É preciso se amar para amar o outro”
Os trappers sobem ao palco da Audio nesta sexta-feira (6) para o encerramento da 'CAOS Tour', com ingressos esgotados
Alee encerra o primeiro ciclo da CAOS Tour nesta sexta-feira (6), com um show esgotado em São Paulo, na Audio.
O trapper baiano vai apresentar as músicas da sua trilogia de discos, formada por Dias Antes do Caos (2024), CAOS (2024) e CAOS DLX (2025), que incluem hits como Passado de Um Vilão, Party, Tudo de Novo e Luz, Cama e Ação. “Estou buscando muito me profissionalizar. Investi quase 200 000 nessa cenografia, vou incrementar o meu palco com estéticas visuais e cenográficas. A minha maior preocupação hoje em dia é o meu show”, conta o artista.
A sequência de trabalhos retrata as dificuldades que o rapper ultrapassou até se firmar na cena. “A minha vida sempre foi caótica. E o caos em si não significa só desordem. Pode ser a desordem para organizar, como algo necessário. Se não fosse o caos, a gente não estaria aqui, essa é a minha visão”, conta.
Para ele, é importante falar das passagens difíceis da sua história para se comunicar com pessoas de trajetórias semelhantes. “Tenho o espírito de um jovem rebelde. Sofri muito preconceito, lidei muito com a desigualdade. É muito importante abordar isso, porque é uma realidade muito brasileira. Hoje em dia tenho uma condição maneira, mas até hoje eu sofro. Eu preciso muito mostrar para os jovens negros do Brasil que é possível fazer a parada acontecer, nós temos que ocupar vários espaços mesmo”, afirma o artista, que traz a música na veia. Os pais e o tio, o cantor Denny Denan, da Timbalada, têm trajetórias musicais. “Ele (meu tio) me incentivou e me mostrou novas possibilidades de vida”, diz o rimador.
O trapper Klisman, que também é artista do selo Nadamal, ainda fará uma participação especial no show. Os dois lançaram, no último dia 24, o álbum Para: Todas Que Fingi Amar (2026), ou PTQFA, que mergulha no trap soul, mistura do gênero com o R&B. “Fizemos esse álbum de forma despretensiosa, para a gente se divertir. Nasceu do nosso gosto musical, curtimos muito R&B”, explica o músico, também conhecido como KL.
As letras retratam um lado menos romantizado dos relacionamentos. “O álbum não é sobre fingir amar uma pessoa, e sim sobre o fim de um relacionamento que não está bem. Muitos jovens entram em relacionamentos muito ruins de cabeça, sem estarem preparados, e esquecem de si mesmas. É preciso se amar primeiro para amar o outro”, diz Alee, que cita referências como Tory Lanez, Bryson Tiller e Michael Jackson.
Daqui para frente, os fãs podem esperar muito trap dos dois. “Vai vir muito trap. Tenho vários projetos, a minha cabeça é uma maquete em construção. Fico doente se eu não crio algo. Podem esperar muita música boa, estética de show e álbuns complexos”, adianta Alee.
KL lança ainda em 2026 o disco Menino de Rua, sucessor de CHTC? (Centro Histórico Tá Como?) (2025). “Meu próximo lançamento é mais trap mesmo. Meu primeiro disco questiona como conseguir as coisas de forma honesta, como lidar com perdas, injustiças e com o mundo real. O Menino de Rua fala sobre como o moleque que saiu daquele ambiente vai lidar com tudo que está conquistando”, adianta.







