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Um giro pelo mundo: 4 boas séries para maratonar na Netflix e Globoplay

A espanhola A Desordem que Ficou é uma das atrações na Netflix

Por Miguel Barbieri Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 4 mar 2021, 14h05
A Desordem que Ficou: trama da Espanha
A Desordem que Ficou: trama da Espanha (Divulgação/Divulgação)
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Há uma infinidade de séries nas plataformas de streaming. Mas é preciso separar o joio do trigo. Tem umas que valem a pena; outras, não. Neste post, você vai encontrar quatro produções de países distintos que demonstram a versatilidade do gênero do mundo.

A Desordem que Ficou tem a grife do criador Carlos Montero, o mesmo do sucesso Elite. Viruca (Bárbara Lennie) leciona numa escola da Galícia, no noroeste da Espanha, e tem problemas com o ex-marido e com seus jovens alunos. Sem ser mais respeitada pelos estudantes, ela ainda é assediada por um deles, o rebelde e sexy Iago (Arón Piper). Na outra ponta da história está outra professora. Raquel (Inma Cuesta) chega de mudança com o marido ao vilarejo e dará aulas de literatura para a mesma turma de Viruca. Acaba encontrando uma classe de rapazes e moças igualmente hostis. Para não estragar as surpresas, é bom parar por aqui. Os oito capítulos alternam a trajetória das duas protagonistas. Passado e presente são contados de uma forma engenhosa e, por mais que os conflitos, no vaivém do enredo, pareçam excessivos, a minissérie não cai na redundância nem se mostra confusa. É um mérito de Montero, que adaptou para a TV um livro de sua autoria. Há clima denso e pegada de investigação policial para trazer à tona personagens de caráter complexo e temas como a homossexualidade reprimida, o suicídio, o abuso doméstico e o tráfico de drogas. Como curiosidade, o colégio do pequeno povoado fictício de Novariz é, na verdade, na cidade de Celanova. Há ainda locações em Allariz e Ribadavia, também na província de Ourense. Netflix.

Pode-se esperar diagnósticos milagrosos, diálogos com doenças impronunciáveis e tensão em cirurgias de risco aos moldes de House, Grey’s Anatomy, The Good Doctor... Contudo, Transplant — Uma Nova Vida, uma produção do Canadá, vale a pena pelo personagem principal. Bashir, interpretado por Hamza Haq, é um médico refugiado sírio que recomeça sua carreira no atendimento de emergência de um hospital de Toronto. A trama toca em assuntos sensíveis: a guerra civil síria, stress pós-traumático, xenofobia e movimentos antivacina. Enquanto enfrenta problemas financeiros e luta para manter a união com o que restou de sua família, Bashir ajuda médicos que atendem feridos de sua terra natal e lida com a descrença de colegas de trabalho nas suas habilidades. O deslize maior é a trilha sonora. Renovada para a segunda temporada, a série poderia substituir o cansativo piano dramático. (texto de Guilherme Queiroz). Globoplay.

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Em Amor e Anarquia, Sofie (Ida Engvoll) mora em Estocolmo, na Suécia, é casada e mãe de um casal de filhos. Executiva de meia-idade, ela aceita trabalhar como consultora de uma editora de livros. Os funcionários “tremem” diante da poderosa chefona — até que o jovem Max (Björn Mosten), responsável pela área de tecnologia, descobre um prazer oculto de Sofie: ao fim do expediente, ela gosta de ver vídeos pornográficos na internet. Começa aí uma divertida (para os padrões nórdicos) brincadeira entre os dois. A cada dia, um deles é obrigado a cumprir uma “tarefa”. Enquanto ela deve passar o dia andando de costas, ele precisa interromper reuniões com ideias estapafúrdias. São oito capítulos, de meia hora cada, que vão expor um relacionamento que começa entre tapas e tem tudo para acabar em beijos. Será? Os dois últimos episódios, porém, miram o drama, são dispensáveis e acenam para uma segunda temporada. Netflix.

Em Os Segredos de Manscheid, o investigador Luc Capitani (papel de Luc Schiltz) chega a um pacato vilarejo de Luxemburgo para descobrir quem matou uma adolescente de 15 anos e saber o paradeiro da gêmea dela, que sumiu na mesma noite do crime. Para a missão, ele recruta uma intrépida policial (Sophie Mousel). Mas quais os segredos que os habitantes guardam? Em doze episódios, de menos de meia hora cada, a série flui numa narrativa ágil e, ao fim de cada capítulo, há sempre um bom gancho para o próximo — só para se ter uma ideia, o primeiro termina com um inesperado suicídio. No registro de uma cidadezinha aparentemente conservadora, há jovens envolvidos com drogas, maridos infiéis, militares de conduta duvidosa, pedofilia e corrupção policial. Mas é preciso prestar muita atenção à solução da morte da vítima, já que ela é mostrada de uma forma atabalhoada. Netflix.

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