“Sempre gostei de pobre”, diz empresário da Faria Lima
De família rica, Bernardo Bonjean critica o lucro a qualquer custo e defende um “capitalismo consciente”
A reportagem de capa da Vejinha sobre os “faria limers” causou polêmica. “Tenho pena desse pessoal que só pensa em lucro”, dispara Bernardo Bonjean, 42, ex-sócio da XP Investimentos e ex-diretor do BTG Pactual.
Em 2012, ele deixou o mercado financeiro para fundar a Avante. Trata-se de uma B Corp (que visa ao desenvolvimento social e ambiental), sediada na controversa Faria Lima, que oferece crédito de até 30 000 reais para empreendedores que não conseguem financiamento no sistema tradicional. “Sempre gostei de pobre”, afirma o CEO, que espera inflar o negócio em 230% e gerar empréstimos de 1 bilhão de reais em 2020.
Carioca de família rica, também do mercado financeiro, ele diz que circulava por Ipanema e se tornou sócio do Country Club. “Ou seja, era fácil ter virado um retardado.” Sua guinada ocorreu quando estudou liderança em Harvard, entre 2009 e 2012. “Um professor me perguntou o que eu desejava contar para meus filhos, e pensei: ‘Não quero viver numa bolha’.” Bonjean acredita que, apesar de ter “faria limer” querendo ganho a qualquer custo, há uma nova geração com outros propósitos e que, assim como ele, prega um “capitalismo consciente”.
Publicado em VEJA SÃO PAULO de 25 de dezembro de 2019, edição nº 2666.
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