José Loreto fala sobre sua estreia nos musicais e novo filme do Chorão
Ator estrela 'Ópera do Malandro' no teatro e revela os bastidores da preparação para viver o ídolo do rock nacional nas telonas
José Loreto, 41, vive um momento muito fértil em sua carreira. Depois de uma bateria de participações em novelas de sucesso, como Pantanal (2022), Vai na Fé (2023) e No Rancho Fundo (2024), e de uma temporada elogiada da adaptação teatral de Closer, em 2025, ele agora se dedica a um novo projeto ambicioso.
Pela primeira vez, o ator participa de um espetáculo musical — e já estreia no gênero como protagonista. “Os atores de musicais são verdadeiros triatletas”, afirma, em referência ao tripé canto, dança e atuação.
O espetáculo é Ópera do Malandro, clássico da dramaturgia brasileira escrito por Chico Buarque em 1978, que ganhou uma nova montagem no Teatro Renault, em cartaz até 15 de março (confira a crítica na coluna Teatro).
“O Max é um personagem muito dúbio, do jeito que gosto, e tem uma capacidade de convencimento que também reconheço em mim”, conta sem modéstia. A saga do malandro se desenrola ao som de clássicos do cancioneiro buarquiano, como Folhetim e Tatuagem.
“Conheço as músicas desde a minha infância. Ia e voltava para a escola ouvindo Chico com a minha mãe”, lembra o ator, que ficou célebre por interpretar Darkson em Avenida Brasil (2012).
Antes de encarar a missão do musical, ele já tinha feito incursões musicais como ator. A mais recente foi interpretando um de seus ídolos musicais, no filme Chorão: Só os Loucos Sabem, cinebiografia do vocalista da banda Charlie Brown Jr., ainda sem previsão de estreia, inspirado no livro Se Não Eu, Quem Vai Fazer Você Feliz? (Paralela, 328 págs., 89,90 reais), de Graziela Gonçalves, viúva do artista.
“Sempre quis interpretar Chorão”, confessa Loreto, que, quando soube da produção do longa, bateu à porta do diretor Hugo Prata para se voluntariar ao papel. Para interpretá-lo, parou de malhar e engordou alguns quilos. “Quis ser mais rock and roll, viver essa vida um pouco menos preocupada com a saúde.”
Ele também começou a andar de skate, uma das marcas de Chorão, diariamente, no Ibirapuera ou no Parque Villa-Lobos. “Andei tanto que não sabia nem mais caminhar”, conta o ator, que começou a praticar o esporte aos 15 anos, por influência do cantor. Entre os dois papéis, Loreto vê um ponto de contato: “Os dois são personagens falhos, cheios de ambiguidades”.
Publicado em VEJA São Paulo de 13 de fevereiro de 2026, edição nº2982





