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São Paulo nas Alturas

Por Raul Juste Lores Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Redator-chefe de Veja São Paulo, é autor do livro "São Paulo nas Alturas", sobre a Pauliceia dos anos 50. Ex-correspondente em Pequim, Nova York, Washington e Buenos Aires, escreve sobre urbanismo e arquitetura

Edifício projetado por Franz Heep é exemplo de otimização do espaço

O predinho na esquina das ruas Augusta e Antônio Carlos não seria construído sob a legislação de hoje

Por Raul Juste Lores
21 jun 2019, 06h00 • Atualizado em 30 jul 2019, 18h13
Predinho projetado em 1953 pelo arquiteto Franz Heep (Raul Juste Lores/Veja SP)
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  • Projetado em 1953 pelo arquiteto Franz Heep, o predinho na esquina da Augusta com a Antônio Carlos é prova de quanto nossa legislação regrediu. A área construída tem quase oito vezes o tamanho do pequeno terreno, de 650 metros quadrados. Com essa otimização de espaço, couberam dezenas de apartamentos de cinco tamanhos (entre 30 e 90 metros quadrados).

    Predinho da Augusta e Antonio Carlos
    A área construída tem quase oito vezes o tamanho do pequeno terreno (Raul Juste Lores/Veja SP)

    Sem nenhum recuo frontal ou lateral, o térreo abriga vários comércios, de café a restaurante, mantendo viva aquela calçada em horários elásticos. As leis posteriores limitaram a ocupação dos lotes, espichando os prédios para cima e exigindo recuos, habitualmente fechados por grades ou muros.

    Predinho da Augusta e Antonio Carlos
    Predinho projetado em 1953 pelo arquiteto Franz Heep (Raul Juste Lores/Veja SP)

    Pelas regras atuais, esse mesmo terreno comportaria um prédio com um quarto do tamanho. Deixando tudo mais caro, ou inviável. Vários lotes estreitos acabaram virando estacionamentos — mesmo com a alta demanda por moradia em áreas centrais.

    Publicado em VEJA SÃO PAULO de 26 de junho de 2019, edição nº 2640.

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