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São Paulo nas Alturas

Por Raul Juste Lores
Redator-chefe de Veja São Paulo, é autor do livro "São Paulo nas Alturas", sobre a Pauliceia dos anos 50. Ex-correspondente em Pequim, Nova York, Washington e Buenos Aires, escreve sobre urbanismo e arquitetura
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Os quebra-sóis do edifício modernista Edgar de Souza

Como era feita a tentativa de sombreamento e conforto térmico antes da popularização dos aparelhos de ar condicionado

Por Raul Juste Lores Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 3 abr 2020, 12h25 - Publicado em 3 abr 2020, 06h00

Antes que os aparelhos de ar condicionado se popularizassem (o consumo exagerado desses não enfrentava reprovação da consciência ambiental), os quebra-sóis ofereciam uma tentativa de sombreamento e conforto térmico dos janelões modernistas. Como neste Edifício Edgar de Souza, com brises verticais móveis, que encanta quem passa pela Rua Rio de Janeiro, em Higienópolis. Ali ficava o palacete de Sophia e Ruy Sodré. O pai dela, Edgar Egídio de Souza Aranha (1876-1956), dá nome ao prédio. Personagem: nascido em Campinas, Edgar estudou na Bélgica, onde se formou em engenharia elétrica, no finzinho do século XIX. Foi superintendente da São Paulo Tramway, Light and Power (a Light!) e o primeiro presidente do São Paulo Futebol Clube (criado em 1930, a partir de uma cisão do Clube Atlético Paulistano). Também foi sócio de uma fábrica de cerâmica do amigo e engenheiro-arquiteto Ramos de Azevedo.

Quebra-sóis e janelões: conforto térmico pré-ar condicionado (Raul Juste Lores/Veja SP)

Seu primo, Alfredo Egídio de Souza Aranha, foi um dos fundadores do Banco Central de Crédito, em 1943, uma das instituições que dariam origem ao atual Itaú. Edgar morreu em 1956, bem no ano em que Ruy e Sophia contrataram o arquiteto e construtor Sergio Freire para projetar e construir o prédio, que ficou pronto há exatos sessenta anos.

(Raul Juste Lores/Veja SP)

Publicado em VEJA SÃO PAULO de 8 de abril de 2020, edição nº 2681.

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