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São Paulo nas Alturas

Por Raul Juste Lores Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Redator-chefe de Veja São Paulo, é autor do livro "São Paulo nas Alturas", sobre a Pauliceia dos anos 50. Ex-correspondente em Pequim, Nova York, Washington e Buenos Aires, escreve sobre urbanismo e arquitetura

SP tem a aprender com a luta de NY por se manter competitiva na crise

Não faltam lugares ociosos na Pauliceia para abrigar projetos como os da cidade americana, com visão

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13 dez 2019, 06h00 • Atualizado em 13 dez 2019, 12h56
Centro de Inovação Tata, no câmpus Cornell Tech: onde grandes empresas patrocinam startups (Raul Juste Lores/Veja SP)
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  • São Paulo tem bastante a aprender com a luta de Nova York por se manter competitiva em tempos econômicos incertos. A crise americana de 2008 ceifou milhares de empregos no setor financeiro de Nova York (que já havia sofrido após o 11 de Setembro). Mídia, gravadoras, editoras e varejo também murchavam, graças aos novos monopólios da internet.

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    Bloomberg Center, no câmpus: promessa de um MIT nova-iorquino (Raul Juste Lores/Veja SP)

    O então prefeito Michael Bloomberg viu que as regiões do país que mais faturavam com a ascensão das startups abrigavam universidades muito focadas em tecnologia aplicada, como Boston, vizinha ao MIT, ou o Vale do Silício, onde fica Stanford. Percebeu que Nova York precisava de sua versão do MIT.

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    Bloomberg Center, no câmpus: promessa de um MIT nova-iorquino (Raul Juste Lores/Veja SP)

    Em 2011, aliou urbanismo à visão estratégica. Convocou um concurso internacional para universidades que quisessem abrir um câmpus high-tech. Decidiu instalá-lo na sonolenta Ilha Roosevelt, fiapo de terra entre Manhattan e o Queens. Ali, garantiu terreno ao demolir um velho hospital de 45 000 metros quadrados, já quase sem uso, criado em 1939 (o fetiche de tombamento de qualquer construção com algumas décadas de vida é menor por lá). E ofereceu um aporte municipal de 100 milhões de dólares (menor que o de qualquer estádio da Copa de 2014, claro).

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    O resultado saiu em 2012, aulas começaram a ser dadas provisoriamente na sede nova-iorquina do Google já em 2013, e os primeiros prédios do chamado Cornell Tech foram abertos em 2017, com patrocínios que vão do próprio Bloomberg ao conglomerado indiano Tata. Estudantes de todo o mundo já sonham com novos negócios por ali. Não faltam lugares ociosos na Pauliceia para abrigar algo assim, com visão.

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    Bloomberg Center, no câmpus: promessa de um MIT nova-iorquino (Raul Juste Lors/Veja SP) (Raul Juste Lores/Veja SP)
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