Clique e Assine a partir de R$ 9,90/mês
Saulo Yassuda, repórter e crítico de bares de VEJA São Paulo Notas Etílicas Por Saulo Yassuda Dicas, novidades e observações do mundo dos bares e das bebidas

Donos do Pitico desabafam: “é possível que fechemos as portas”

Para garantir o futuro dos negócios do grupo, que inclui também o bar Mica, a esperança é bombar o delivery

Por Saulo Yassuda Atualizado em 19 jun 2020, 21h01 - Publicado em 19 jun 2020, 20h58

Alguns clientes ficaram apreensivos com postagens que apareceram nas redes sociais do Pitico entre na (16) e na quarta (18). A mensagem dizia que o bar de Pinheiros poderia encerrar as atividades.

Um imagem mostra um ipê roxo aparecendo sobre o estabelecimento, com um texto que diz: “se as coisas se mantiverem como estão, é possível que fechemos as portas antes mesmo das flores do ipê caírem”. Ou seja, em meados de agosto, podemos não ter mais Pitico.

Aberto em 2015, o bar foi um dos precursores na minúscula e badalada Rua Guaicuí, que virou um epicentro boêmio na cidade. E lançou moda com seu estilo relax: é praticamente um quintal, montado num antigo estacionamento, repleto de cadeiras de praia e mesas compartilhadas.

Para que o encerramento não ocorra, as vendas do delivery precisam triplicar até o fim de junho, de acordo com o post. Por isso, os clientes são convidados a provar a comida, ajudar a divulgar o serviço de entregas e a comentar a postagem, para que alcance mais  pessoas. 

View this post on Instagram

Se vc mora em São Paulo e tem uma conexão ao menos mínima com a natureza, sabe que esta é a época dos ipês roxos mostrarem seus encantos. Quando transformamos um velho estacionamento no Pitico, sabíamos que havia um ipê roxo na nossa frente, mas só vimos as suas flores com as portas já abertas, em junho de 2015. Esta foto, uma de nossas preferidas, é dessa época. É o nosso primeiro encontro com as flores deste majestoso ipê. Enquanto duraram, ficamos embasbacados, dia após dia. Tomara que esta foto transmita a vcs o amor que o ambiente trazia. Todo este textão pra dizer, para quem chegou até aqui, que se as coisas se mantiverem como estão, é possível que fechemos as portas antes mesmo das flores do ipê caírem. Para conseguirmos ficar de pé, precisamos triplicar as nossas vendas do delivery até o final deste mês. Tarefa difícil mas nada impossível se contarmos com um empurrãozinho de vcs. Se quiser (e puder) ajudar, listamos abaixo algumas sugestões: . a mais óbvia: experimente o nosso cardápio especial de delivery! . provou? Gostou? Ajude a divulgar! . experimente também o delivery do nosso irmão mais novo, o @restaurantemica . comentar posts sempre ajuda. Meio bizarro este nosso mundo, mas vc sabe como funciona: um post só tem alcance se tem engajamento. Um comentário de apoio, além de ajudar a divulgar, ajuda a nos sentirmos mais fortes e confiantes. . copiar o post e colar no grupo de whatsapp para divulgar também vale! Este post é um desabafo sereno, tranquilo, e também um pedido de ajuda pra quem gosta da gente. É um pedido numa relax, numa tranquila, numa boa. Sem peso. Independente do que acontecer daqui pra frente (e do que aconteceu daqui para trás), somos muito agradecidos por tudo! Beijos e beijos

A post shared by Pitico (@piticofalafel) on

“Estamos confiantes que não vamos fechar”, me disse o sócio Mauricio Cavallari. “Ainda tem muito a mudar. O post vai gerar um reaquecimento no nosso delivery, e estamos com um custo baixo de operação”, afirma o empresário, que precisou demitir parte da equipe para manter a operação. “E, como tantos outros restaurantes, estamos esperando linhas de crédito.”

Continua após a publicidade

Assine a Vejinha a partir de 6,90 mensais

No retorno dos bares e restaurantes, Cavallari esperar poder usar um trunfo de seu espaço: o Pitico é praticamento todo ao ar livre. “Muita gente me fala: ‘é exatamente o lugar que eu penso em ir quando tudo voltar’.”

Faláfel: Oriente Médio como inspiração Ricardo D'Angelo/Veja SP

O Pitico está com um cardápio especial para viagem com faláfel (25 reais a porção), que são bolinhos de grão-de-bico fritos, com molhos, e sanduíches montados no brioche com recheios como frango frito (25 reais). A cerveja com o rótulo da casa, a Pitica Lager, sai por 10 reais. Delivery pelo iFood ou retiradas na Rua Guaicuí, 33.

Também com entregas e take away, o asiático Mica, outro negócio do grupo, reduziu o menu. Entre as pedidas disponíveis, tem bun, pãozinho no vapor recheado de barriga de porco (26,40 reais) ou peixe (26,40 reais), entre outros. O arroz frito de kimchi, a acelga fermentada e picante, sai por 42 reais.

+ Quer mais dicas? Siga minhas novidades no Instagram @sauloy

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Para entender e curtir o melhor de SP, Veja São Paulo. Assine e continue lendo.

MELHOR
OFERTA

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos no site e ter acesso a edição digital no app.

Resenhas dos melhores restaurantes, bares e endereços de comidinhas de São Paulo.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)

Impressa + Digital

Plano completo da VejaSP! Acesso aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias e revista no app.

Resenhas dos melhores restaurantes, bares e endereços de comidinhas de São Paulo.

Receba semanalmente VejaSP impressa mais acesso imediato às edições digitais no App Veja, para celular e tablet.

a partir de R$ 19,90/mês