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Notas Etílicas - Por Saulo Yassuda

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O jornalista Saulo Yassuda cobre cultura e gastronomia. Faz críticas de bares na Vejinha há dez anos. Dá pitacos sobre vinhos, destilados e outros assuntos

Donos do Pitico desabafam: “é possível que fechemos as portas”

Para garantir o futuro dos negócios do grupo, que inclui também o bar Mica, a esperança é bombar o delivery

Por Saulo Yassuda Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 19 jun 2020, 20h58 | Atualizado em 26 Maio 2023, 14h46
Pitico
Ambiente do bar de Pinheiros: quase todo ao ar livre (Bruno Geraldi/Veja SP)
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Donos do Pitico desabafam: “é possível que fechemos as portas” Priorizar nos meus resultados Google

Alguns clientes ficaram apreensivos com postagens que apareceram nas redes sociais do Pitico entre na (16) e na quarta (18). A mensagem dizia que o bar de Pinheiros poderia encerrar as atividades.

Um imagem mostra um ipê roxo aparecendo sobre o estabelecimento, com um texto que diz: “se as coisas se mantiverem como estão, é possível que fechemos as portas antes mesmo das flores do ipê caírem”. Ou seja, em meados de agosto, podemos não ter mais Pitico.

Aberto em 2015, o bar foi um dos precursores na minúscula e badalada Rua Guaicuí, que virou um epicentro boêmio na cidade. E lançou moda com seu estilo relax: é praticamente um quintal, montado num antigo estacionamento, repleto de cadeiras de praia e mesas compartilhadas.

Para que o encerramento não ocorra, as vendas do delivery precisam triplicar até o fim de junho, de acordo com o post. Por isso, os clientes são convidados a provar a comida, ajudar a divulgar o serviço de entregas e a comentar a postagem, para que alcance mais  pessoas. 

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“Estamos confiantes que não vamos fechar”, me disse o sócio Mauricio Cavallari. “Ainda tem muito a mudar. O post vai gerar um reaquecimento no nosso delivery, e estamos com um custo baixo de operação”, afirma o empresário, que precisou demitir parte da equipe para manter a operação. “E, como tantos outros restaurantes, estamos esperando linhas de crédito.”

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No retorno dos bares e restaurantes, Cavallari esperar poder usar um trunfo de seu espaço: o Pitico é praticamento todo ao ar livre. “Muita gente me fala: ‘é exatamente o lugar que eu penso em ir quando tudo voltar’.”

Porção de Falável, do bar Pitico.
Faláfel: Oriente Médio como inspiração (Ricardo D'Angelo/Veja SP)
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O Pitico está com um cardápio especial para viagem com faláfel (25 reais a porção), que são bolinhos de grão-de-bico fritos, com molhos, e sanduíches montados no brioche com recheios como frango frito (25 reais). A cerveja com o rótulo da casa, a Pitica Lager, sai por 10 reais. Delivery pelo iFood ou retiradas na Rua Guaicuí, 33.

Também com entregas e take away, o asiático Mica, outro negócio do grupo, reduziu o menu. Entre as pedidas disponíveis, tem bun, pãozinho no vapor recheado de barriga de porco (26,40 reais) ou peixe (26,40 reais), entre outros. O arroz frito de kimchi, a acelga fermentada e picante, sai por 42 reais.

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