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Vinho e Algo Mais

Por Por Marcelo Copello Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Especialista na bebida, Marcelo Copello foi colunista de Veja Rio. Sua longa trajetória como escritor do tema inclui publicações como a extinta Gazeta Mercantil e livros, entre eles "Vinho e Algo Mais" e "Os Sabores do Douro e do Minho", pelo qual concorreu ao prêmio Jabuti

Os novos e múltiplos desafios da produção vinícola

Aquecimento global, escassez de mão de obra e exigências atuais do mercado delineiam o futuro do segmento

Por Marcelo Copello
28 nov 2025, 06h00
Mudanças climáticas
Mudanças climáticas: efeitos em bordeaux e outras regiões produtoras (Michael Clarke Tuff/Wikipedia/Divulgação)
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O vinho atravessa um dos períodos mais complexos de sua história.

Se por um lado nunca se produziu com tanta diversidade e qualidade, por outro, está mais difícil fazer vinho e vendê-lo.

As pressões vêm de todos os lados: da natureza, da economia, da sociedade e do próprio consumidor.

Essa bebida precisa lutar para continuar relevante em um mundo que muda depressa demais. O aquecimento global é o desafio mais visível.

As vinhas, sensíveis como poucos organismos agrícolas, sofrem com o aumento das temperaturas.

Geadas tardias, incêndios e secas tornaram-se parte da rotina em Bordeaux, Califórnia e Mendoza.

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O mapa do vinho está mudando, e regiões como Inglaterra e Dinamarca, antes impensáveis, começam a produzir brancos e espumantes.

A falta de água é outra ameaça. A irrigação, antes um tabu, tornou-se necessária em várias denominações.

Mas o recurso é escasso, e o setor enfrenta pressões para reduzir o consumo e adotar práticas sustentáveis.

A falta de mão de obra para as colheitas tornou-se problema estrutural, especialmente em países onde o trabalho rural é desvalorizado.

A mecanização ajuda, mas não substitui o toque humano. No mercado, o cenário é igualmente difícil.

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Custos de produção disparam: energia, garrafas, rolhas, transporte.

A concentração de poder nos grandes grupos sufoca pequenos produtores, que dependem de consumidores atentos à autenticidade.

Talvez o desafio mais profundo seja cultural. As novas gerações bebem menos.

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O vinho disputa espaço com cervejas artesanais, coquetéis prontos e bebidas sem álcool.

Jovens preocupados com saúde e sustentabilidade tendem a consumir com mais consciência e menos frequência.

É um público que rejeita o tom professoral e o jargão técnico que ainda dominam o discurso do vinho. O setor precisa aprender a falar outra língua.

Em resposta, surgem rótulos naturais, orgânicos, biodinâmicos, veganos ou de baixo teor alcoólico.

Há quem veja neles um modismo; outros, a salvação.

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O certo é que o futuro do vinho passará por sustentabilidade, rastreabilidade e inclusão.

Os produtores que souberem unir tradição e inovação estarão mais bem preparados para as mudanças que não param de chegar.

vinhos
Sugestões de rótulos (Reprodução/Divulgação)

José Zuccardi Malbec 2016: malbec com um toque de cabernet sauvignon, de vinhedos em Altamira e Gualtallary, no valle de Uco (Mendoza). Estagia por 24 meses em tonéis usados de carvalho. Aromas de frutas negras, notas florais, ervas e especiarias. Na boca, é encorpado, com taninos firmes e final persistente. Potente e sofisticado. R$ 709,90 na Grand Cru.

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Pangea Syrah 2018: da vinã ventisquero, 100% syrah do nobre vale de Apalta, no Chile. Passa 22 meses em madeira, sendo 90% do volume em barricas borgonha e 10% em tonéis. Aroma de fruta madura, especiarias doces e picantes, fundo mineral. Paladar encorpado, taninos finos e ainda presentes, acidez boa. Grande syrah. R$ 449,90 na Wine.

Publicado em VEJA São Paulo de 28 de novembro de 2025, edição nº 2972.

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