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Vinho e Algo Mais

Por Por Marcelo Copello Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Especialista na bebida, Marcelo Copello foi colunista de Veja Rio. Sua longa trajetória como escritor do tema inclui publicações como a extinta Gazeta Mercantil e livros, entre eles "Vinho e Algo Mais" e "Os Sabores do Douro e do Minho", pelo qual concorreu ao prêmio Jabuti

Decantação de espumantes: a prática que divide opiniões e pode surpreender

Especialistas recomendam cuidado no serviço e ressaltam ganhos aromáticos em rótulos mais complexos

Por Marcelo Copello
5 dez 2025, 06h00 •
Taça e jarra com espumante decantando
Espumantes: há situações em que decantar não é um erro (Freepik/Divulgação)
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  • A simples imagem de um champanhe sendo vertido em um decanter costuma provocar espanto. “Vai perder as bolhas!”, diria qualquer purista. De fato, a efervescência é parte essencial do encanto de um espumante jovem. Mas há situações em que decantar não é um erro. Entender quando, por que e como fazê-lo pode melhorar a experiência.

    A decantação nasceu para vinhos tranquilos, com dois objetivos: separar sedimentos e permitir que interajam com o oxigênio, liberando aromas, suavizando taninos e integrando o conjunto. No caso dos espumantes, a intenção é outra: acalmar a musse e liberar aromas que a pressão aprisiona. Em certos vinhos, isso muda tudo.

    A oxigenação controlada não “mata” as bolhas, apenas as educa, revelando o que se esconde por trás do gás. Os espumantes muito jovens e tensos são os primeiros candidatos. A grande quantidade de gás pode torná-los um pouco agressivos ao palato. Um rápido descanso de poucos minutos no decanter suaviza a espuma e abre o leque aromático.

    Alguns champanhes complexos e gastronômicos, elaborados por pequenos produtores, fermentados em barrica e envelhecidos longamente sobre as borras, ganham profundidade quando decantados. São vinhos de bolha delicada, mais estruturados, que pedem oxigênio para exibir notas de brioche, avelã e mel.

    O mesmo vale para espumantes maduros, que já perderam parte da pressão e se comportam quase como brancos tranquilos. Neles, decantar é dar voz ao vinho — e não silenciar as borbulhas. Por outro lado, espumantes simples e joviais devem ser servidos diretamente da garrafa. Não indico decantar, por exemplo, um prosecco ou espumantes não safrados. Sua graça está na vitalidade do perlage. O método requer delicadeza.

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    Um espumante não deve ser despejado com vigor. Incline o decanter, deixe o vinho escorregar pelas paredes e escolha modelos estreitos, de base pequena, que reduzam o contato com o ar, e que cabem dentro de um balde de gelo. O serviço deve ser imediato: decantar espumante não é deixá- lo respirar longamente como em um tinto, e sim acordá-lo. Neste caso, espere 3 minutos e sirva em pequenas doses.

    A experiência pode surpreender. Sirva metade da garrafa direto e a outra metade decantada: o contraste entre tensão e suavidade mostra o poder desse breve encontro com o oxigênio. Decantar espumantes não é modismo nem provocação. Experimente e veja se gosta.

    Duas garrafas com fundo branco
    Sugestões de rótulos (Reprodução/Divulgação)
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    Champagne Devaux D Millésimé Brut 2012
    Elaborado com 50% pinot noir e 50% chardonnay, com dez anos sobre suas borras e 7 gramas de açúcar de dosagem. Dourado com notas de brioche, mel, amêndoa. Paladar firme, de ótima acidez, de uma das melhores safras da década. Pode se beneficiar de uma decantação/aeração breve. R$ 1 839,90, na Grand Cru.

    Champagne Jacquart Moisaïque Brut
    Elaborado com chardonnay (40%), pinot noir (35%), pinot meunier (25%), com 36 meses sur lie. Amarelo palha, perlage fina. Aroma fresco e frutado, com notas de maçã, pera, pêssego, pão torrado. Paladar leve e fresco, de boa cremosidade. Um champanhe mais jovial, que dispensa decantação. R$ 739,90, na Wine.

    Publicado em VEJA São Paulo de 5 de dezembro de 2025, edição nº 2973.

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