‘How to Have Sex’ e as violências silenciosas contra o corpo feminino
Filme disponível na MUBI tem atuação marcante (e premiada) de Mia McKenna-Bruce e se apoia na visão de uma vítima de abuso sexual
✪✪✪✪ How To Have Sex, na MUBI, consegue ser tão surpreendente que fica difícil acreditar que este é apenas o longa-metragem de estreia da diretora Molly Manning Parker. Sua condução por uma história universal e, por diversos momentos, brutal, chama a atenção de imediato.
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Afinal, é de uma sensibilidade singular ter o olhar feminino diante de uma trama que fala sobre violência sexual. Por quase todo o tempo, Molly acompanha com sua câmera na mão a protagonista Tara (Mia McKenna-Bruce) e suas amigas durante uma viagem de “spring break”, algo que estudantes sempre fazem quando entram de férias.
Na primeira meia hora, a narrativa parece apenas acompanhar aquelas garotas que querem viver suas primeiras experiências sexuais em um ambiente sem tanta pressão. Pode parecer inofensivo, mas Molly está preparando o terreno para algo muito mais impactante do que simples festas animadas.
How To Have Sex expõe as camadas invisíveis da violência contra o corpo de uma mulher de um jeito sutil e, ao mesmo tempo, evidente. Espectadoras entenderão a gravidade da situação de imediato, assim que a jovem começa a se relacionar com um garoto atraente que está no mesmo hotel que ela.
São poucas palavras e muitos olhares – por vezes assustados, por vezes confusos – dignos de assombrar algumas pessoas. O longa venceu o prêmio Un Certain Regard no Festival de Cannes 2023 e três British Independent Film Awards, incluindo Melhor Performance para Mia McKenna-Bruce.
Publicado em VEJA São Paulo de 12 de janeiro de 2024, edição nº 2875
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