Ouça Arnaldo Antunes
O ex-titã recebeu a Vejinha em seu apartamento em Higienópolis para uma conversa com o repórter Tomás Novaes e uma sessão de fotos com Romulo Fialdini
Em tempos de intolerância, ódio, violência, medo e de uma velocidade desmedida das coisas, as pessoas deveriam parar e ouvir Arnaldo Antunes. Não apenas ouvir, mas também ler com atenção as letras que ele escreveu em seu disco Novo Mundo, com shows de estreia em São Paulo marcados para a semana que vem no Sesc Pompeia.
O multiartista paulistano — que tem uma identificação total com sua cidade — traz um álbum completo, com sonoridade nova e letras que radiografam os tempos atuais. “Cada vez mais plástico e menos água / cada vez mais casca e menos substância / o veneno apenas fortalece a praga / e a nau da insensatez sem freio avança”, escreve.
O ex-titã recebeu a Vejinha em seu apartamento em Higienópolis para uma conversa com o repórter Tomás Novaes e uma sessão de fotos com Romulo Fialdini. “A casa transborda poesia”, observou Tomás. As letras atingem todas as gerações e deveriam ser estudadas nas escolas. Como a poesia de Arnaldo atravessa linguagens, eu o convidei para fazer a grafia de seu nome na capa. Ele mandou três versões, e foi difícil escolher junto com a designer Grazi Iacocca.
A edição destaca também a artista Regina Silveira, 86, super-requisitada, em texto de Humberto Abdo, e uma curiosa matéria de comportamento de Laura Pereira Lima sobre jovens que querem se “desplugar”, interessados em máquinas analógicas, vinis e cartas para buscar um outro tempo. Como ensina Arnaldo: “Pera aí, tanta pressa pra quê?”. Boa leitura!
Publicado em VEJA São Paulo de 17 de abril de 2025, edição nº 2940.
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