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Brasil traz tema afro-indígena à Mostra de Arquitetura da Bienal de Veneza

Participação nacional no evento, que começa em 20 de maio, é organizada por Gabriela de Matos e Paulo Tavares. Confira entrevista

Por Tomás Novaes
Atualizado em 13 abr 2023, 19h47 - Publicado em 14 abr 2023, 06h00

A 18ª Mostra Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza acontece de 20 de maio a 26 de novembro, e a participação brasileira será organizada pelos arquitetos e pesquisadores Gabriela de Matos e Paulo Tavares. Com o título Terra, o pavilhão nacional será dividido em duas galerias: De-colonizando o Cânone, que parte da noção de que Brasília foi construída “em meio ao nada”, e Lugares de Origem, Arqueologias do Futuro, que apresenta projetos de saberes indígenas e afrobrasileiros. Confira trechos do papo com a mineira radicada em São Paulo e o arquiteto paulista radicado em Brasília.

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Como surgiu a ideia de mencionar Brasília na primeira galeria?

Gabriela de Matos: O plano geral foi pensado para a gente apresentar uma outra perspectiva de arquitetura. Mas, nesse processo, eu e o Paulo entendemos que é importante questionar os cânones.

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Paulo Tavares: Brasília é um símbolo muito forte do modernismo brasileiro, mas vem com todo um discurso colonial, muito calcado no racismo estrutural da sociedade brasileira. É importante para a gente começar desconstruindo isso.

Como a segunda sala conversa com o tema da Bienal, Laboratório do Futuro?

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PT: Todo o pavilhão, de alguma maneira, está relacionado à questão patrimonial. Na segunda sala, apresentamos uma série de patrimônios afro-indígenas, que estão falando de experiências de ancestralidade que sinalizam uma compreensão do que é o território para além de uma perspectiva colonial, moderna, ocidental.

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GM: As experiências que a gente apresenta nessa sala continuam acontecendo. A gente chama de “arqueologias do futuro” porque elas não foram esquecidas — elas continuam existindo.

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E como vocês pensaram o olhar estrangeiro sobre o pavilhão?

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PT: Na nossa proposta curatorial, nós fizemos uma análise de tudo que passou pela história do pavilhão brasileiro da Bienal de Veneza. É a primeira vez que esses tipos de projetos estão sendo expostos. Temos uma perspectiva de mostrar para o público internacional uma outra imagem do que é o Brasil enquanto território.

GM: Apresentando isso, a gente tensiona o campo da arquitetura. Muitos dos patrimônios que estarão lá têm uma resistência de serem entendidos como arquitetura.

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Publicado em VEJA São Paulo de 19 de abril de 2023, edição nº 2837

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