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Blog do Lorençato Por Arnaldo Lorençato O editor sênior Arnaldo Lorençato é crítico de restaurantes há 29 anos. De 1992 para cá, fez mais de 15 000 avaliações. Também é autor do Cozinha do Lorençato, um podcast de gastronomia, e do Lorençato em Casa, programa de receitas em vídeo. O jornalista leciona na Universidade Presbiteriana Mackenzie

Roberto Macedo: o inventor do churrasco de qualidade com badalação

Entre os prêmios que a edição especial “Comer& Beber” de VEJA SÃO PAULO atribui anualmente, o único que não é feito por eleição de um júri especializado e constitui-se de uma escolha da redação de VEJA SÃO PAULO é a personalidade gastronômica do ano. +Leia mais sobre Roberto Macedo Na última edição, foi escolhido Roberto […]

Por Arnaldo Lorençato Atualizado em 27 fev 2017, 11h47 - Publicado em 1 dez 2012, 19h00

Macedo: com o prêmio de personalidade gastronômica do ano na festa realizada em setembro (Foto: divulgação)

Entre os prêmios que a edição especial “Comer& Beber” de VEJA SÃO PAULO atribui anualmente, o único que não é feito por eleição de um júri especializado e constitui-se de uma escolha da redação de VEJA SÃO PAULO é a personalidade gastronômica do ano.

+Leia mais sobre Roberto Macedo

Na última edição, foi escolhido Roberto Macedo, ou Roberto Regis Veludo Macedo, proprietário do Rodeio. Ao subir no palco para recebeu a placa com a homenagem,  foi ovacionado. Não por acaso. Embora fosse um homem discreto,  tornou sua churrascaria no ponto mais baladado dos Jardins, cujo auge foi nos anos 1970 e 1980. Cabe lembrar que houve um auge, mas o Rodeio nunca saiu de moda. O restaurateur morreu aos 75 anos em 19 de novembro, vítima de um hemorragia no aparelho digestivo.

Raramente conheço donos de restaurantes pessoalmente, a não ser que tenha de entrevistá-los ou os encontre por acaso em alguma situação fora de restaurantes. Ou ainda quando estou visitando o estabelecimento e dou de cara com o proprietário, que acaba me reconhecendo.

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Nunca tinha conversado “ao vivo” com Macedo antes da entrevista feita no fim de agosto justamente para o escrever o texto de homenagem que a revista fez a ele.
Fui um dos papos mais agradáveis que já tive.

Eu o encontrei no escritório muito simples no qual ele trabalhava com as filhas Silvia e Sandra, seus braços direitor na administração das duas casas — a unidade dos Jardins e a filial no Shopping Iguatemi. Era impossível não notar a devoção dele ao São Paulo. O símbolo do time estava estampado na porta do escritório e também alguns peças de decoração colocadas na sala de trabalho.

Foi uma conversa longa e das mais agradáveis. “Seu Roberto” era um homem brincalhão, divertido mesmo, uma pessoa de bem com a vida.

Fiquei sabendo em detalhes como o pai e ele mais o irmão gêmeo, Fernando, compraram a churarscaria em estilo gaúcho. Liderando o trio e depois sozinho, Roberto ajudou a tornar o Rodeio uma referência em duas artes: a de comer bem e de ver e ser visto. O Rodeio se transformou em sinônimo de badalação.

Uma marca que prossegue agora justamente com as filhas de Roberto, para que ele genialmente soube passar o bastão.

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