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Vídeo com testes de luzes e fontes de água no Anhangabaú recebe críticas

As imagens feitas durante à noite mostram 28 novos pontos de iluminação acesos

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 23 set 2020, 11h59 - Publicado em 23 set 2020, 11h46

Um vídeo de testes feitos nas fontes de água e iluminação do novo Vale do Anhangabaú está repercutindo nas redes sociais. Os internautas criticaram o resultado parcial e destacaram negativamente a falta de árvores. A inauguração oficial está prevista para 30 de outubro, com obras ainda em andamento

No último dia 20, essa gravação flagrou alguns mecanismos novos sendo experimentados no local. As imagens feitas durante à noite mostram 28 novos pontos de iluminação acesos. Eles estão distribuídos na esplanada, no viaduto do Chá e nos postes e variam entre as cores rosa, verde e azul. 

O circuito de águas no mesmo espaço aparentemente ainda não está funcionando, porque a área continua alagada. Sua função seria molhar o piso e recolher o excesso pelos ralos.

Em nota, a SPObras disse ainda não ter divulgado um vídeo oficial com imagens do local, mas confirma a realização de testes nos mecanismos das fontes, nos sistemas de aspersão, bombeamento, drenagem e iluminação. A empresa pública reforça que até dia 30 de outubro a reforma será finalizada, ainda que a prefeitura tenha dito que “o consórcio responsável pelas obras continuará presente durante os seis meses de duração da operação assistida”.

Segundo a prefeitura, o projeto prevê que a iluminação pública no trecho seja automatizada com um sistema LED, visando economia de energia e aumento da segurança.

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Previsão de entrega para outubro

A reforma do Vale do Anhangabaú começou há pouco mais de um ano, em junho de 2019, e teve oito termos de aditamento de contrato. O Consórcio Central solicitou um novo prazo de 90 dias para o término total da obra. O novo cronograma prevê conclusão em 28 de fevereiro de 2021. A Prefeitura de São Paulo afirmou que irá reinaugurar a área no dia 30 de outubro deste ano, um mês depois da terceira data anunciada, 20 de setembro. A entrega deve ser feita com obras ainda em andamento.

Em nota à Vejinha, a administração disse que “não há qualquer contradição entre o pedido feito pelo consórcio e o prazo para conclusão da obra informado pela Prefeitura” e que “o consórcio solicitou a prorrogação do contrato, sem o qual a legislação não permite a continuidade das obras”.

As prorrogações e aditamentos aumentaram os custos totais do serviço para R$ 93,8 milhões, valor 17,4% maior do que a previsão inicial de aproximadamente R$ 80 milhões. Os motivos elencados pelo Consórcio que motivaram isso foram: imprevistos no processo de pavimentação e terraplanagem da área, interferências nas redes de telefonia, água, esgoto e gás, mudanças no projeto da praça de esportes e adequação do sistema de fontes.

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