Avatar do usuário logado
Usuário

Pela 1ª vez, Defensoria reserva vagas em concursos para pessoas trans

Também foram ampliadas cotas para negros e indígenas; reservas atendem ainda pessoas com deficiência física e mulheres vítimas de violência

Por 2 jan 2023, 17h46 | Atualizado em 2 jan 2023, 17h48
Cotas para pessoas trans é atitude inédita no concurso
Cotas para pessoas trans é atitude inédita no concurso da Defensoria Pública Estadual (Carol Jacob/Alesp/Reprodução)
Continua após publicidade

A Defensoria Pública do Estado de São Paulo abriu, pela primeira vez em sua história, concurso para contratação de pessoas trans para ocupar o cargo de oficiais e defensores. As cotas incluem também mulheres vítimas de violência doméstica e pessoas com deficiência, além de ampliação de vagas para negros e indígenas.

+Dono de bar na Liberdade esfaqueia e mata cliente

As mudanças colocadas em prática agora foram aprovadas pelo Conselho Superior da Defensoria Pública em junho de 2022 e valem por dez anos. A medida prevê que 2% das vagas sejam reservadas às pessoas trans, 5% para pessoas com deficiência de 30% para negras e indígenas. No caso do concurso para defensora, onde é necessário ser bacharel em direito para se inscrever, 12,5% das vagas de estágio também serão reservadas para mulheres vítimas de violência.

As inscrições foram abertas em dezembro de 2022 e permanecerão abertas até o dia 20 deste mês se a opção por para estágio. (Clique neste link para mais detalhes) No caso dos oficiais, o prazo é 26 de janeiro. Acesse mais detalhes neste link. As provas estão previstas para março.

+Nunes anuncia criação de estádio e bolsa atleta em homenagem a Pelé

Em nota, a defensora pública Juliana Garcia Belloque, presidente da banca examinadora, afirma que a destinação de vagas para pessoas trans oferece uma oportunidade de vida mais digna a esses grupos, muitas vezes vítimas de discriminação em espaços profissionais. “Essas pessoas são, na maioria das vezes, invisibilizadas – por isso, trazer os olhares deste grupo para dentro da instituição é fundamental”, diz, em nota.

Em relação ao aumento de 20% para 30% das vagas para negros e indígenas, a defensora alega que esse percentual é mais condizente com a realidade da sociedade paulista. “É uma correção histórica e uma medida para enfrentar o racismo estrutural, para que os quadros da Defensoria Pública espelhem a realidade da população negra e indígena do país”, diz a defensora.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

Revista em Casa + Digital Completo
Impressa + Digital
Revista em Casa + Digital Completo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique.
Assinando Veja você recebe semanalmente Veja Rio* e tem acesso ilimitado ao site e às edições digitais nos aplicativos de Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Superinteressante, Quatro Rodas, Você SA e Você RH.
*Assinantes da cidade do RJ

A partir de R$ 39,99/mês