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Após reforma de quase sete anos, Sesc Paulista reabre no próximo dia 29

Complexo terá programação cultural, área esportiva e mirante

Por Tatiane de Assis Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 13 abr 2018, 06h00 | Atualizado em 16 abr 2018, 14h44
Sesc Avenida Paulista
Vista do Sesc Avenida Paulista: a renovação custou 100 milhões de reais (Ricardo D'Angelo/Veja SP)
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Após uma arrastada reforma que durou quase sete anos, o Sesc Paulista reabrirá as portas. O centro cultural instalado no número 119 da avenida mais icônica da capital deve ser reinaugurado repaginado no próximo dia 29. No prédio, de dezenove andares, a programação seguirá os mesmos moldes adotados nas 21 unidades da capital – entre elas o Sesc 24 de Maio, que estreou em agosto do ano passado.

A agenda inclui teatro, dança, música, arte e espetáculos para crianças, sempre gratuitas ou com preços camaradas. Na data de início das atividades, rolam shows de Fafá de Belém e Hermeto Pascoal. Começa também uma exposição do americano Bill Viola, conhecido por sua produção em videoarte. “Realizei um sonho pessoal e institucional”, comemora Danilo Santos de Miranda, diretor da rede no estado.

A previsão é receber cerca de 18 000 pessoas por semana. Trata-se de mais um ganho cultural recente na via, que no último ano adicionou às opções de passeio a Japan House e o Instituto Moreira Salles.

Sesc Avenida Paulista
Mirante: a vista alcança a Rua da Consolação (Ricardo D'angelo/Veja SP)

A renovação custou 100 milhões de reais, mais 20 milhões destinados a equipamentos, mobiliário e outros itens. Comandado pelo escritório de arquitetura Königsberger Vannucchi – responsável também pelo complexo multiúso Brascan, no Itaim, entre outros -, o projeto foi encomendado no longínquo ano de 2004.

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A administração afirma que o processo demorou por causa da necessidade de atualização da antiga construção e pela complexidade da obra. Projetado nos anos 70 por Sérgio Pileggi e Euclides de Oliveira, o prédio sediou a administração da rede Sesc entre 1978 e 2005, dividindo espaço com a Federação do Comércio do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Logo depois, passou a abrigar a unidade provisória do Sesc Paulista, desativada em 2010. Não foi a primeira vez que a cadeia se instalou na avenida. A estreia se deu entre 1955 e 1969, em um casarão já demolido, na altura do número 967.

Para se adequar às novas propostas, o espaço teve toda a estrutura elétrica renovada, inclusive para a instalação do wi-fi. A divisão entre dois andares foi demolida para comportar duas salas com pé-direito de 7 metros, destinada a exposições e peças de teatro. Pouco espessas, as lajes ganharam reforço de placas acústicas.

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Os arquitetos Gianfranco Vannucchi e Jorge Königsberger (Mario Rodrigues/Veja SP)
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Toda cinza-escuro, combinando com ambientes internos de tubulação e concreto aparentes, a nova fachada ganha ritmo com rasgos assimétricos. Placas de zinco se intercalam com recortes retangulares de vidro que se expandem e dominam uma das laterais, deixando à mostra o movimento de dentro e as escadas que interligam os andares. “A luz entra, mas sem esquentar as salas, graças ao material que usamos, um vidro chamado low-e”, explica Gianfranco Vannucchi, um dos arquitetos responsáveis.

O destaque deve ficar por conta do mirante, a 70 metros de altura e com capacidade para cerca de trinta pessoas, onde vertiginosas selfies estão garantidas. Ali, também haverá uma cafeteria. A vista de 360 graus alcança até o final da Avenida Paulista, no cruzamento com a Rua da Consolação. A entrada será gratuita.

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O prédio, de dezenove andares: a renovação custou 100 milhões de reais (Ricardo D'angelo/Veja SP)
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Prometem agradar ao público ainda a área de três andares para práticas esportivas (disponíveis apenas para quem possui a carteirinha), de pilates e academia, e uma biblioteca recheada com 5 400 títulos diversos. Uma clínica odontológica realizará implantes e tratamentos. Um núcleo com laboratório se dedicará ao aprendizado por meio da tecnologia. Além disso, o endereço será o primeiro da rede que contará com um aplicativo para o público acompanhar a programação.

Na onda desta inauguração, até o fim do ano está previsto o surgimento de um bulevar na Rua Leôncio de Carvalho. A via, entre o Sesc e o vizinho Itaú Cultural, será bloqueada para carros. O espaço de cerca de 80 metros de extensão receberá atividades culturais. Sua gestão conjunta envolve a prefeitura e o Itaú Cultural. Outras instituições, entretanto, como o próprio Sesc, também poderão usar o ponto.

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