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Sargento da PM é suspeito de ser assassino de aluguel do PCC

Agente, que foi preso em julho, cobraria até 100 000 reais por assassinato para facção

Por Redação VEJA São Paulo - 13 ago 2020, 16h56

Um sargento da Polícia Militar é suspeito de ser matador de aluguel da facção PCC, o Primeiro Comando da Capital, e de cobrar até 100 000 reais por serviço. As informações são da Folha de S.Paulo. O policial é Farani Salvador Rocha Júnior, 36, que teve a prisão preventiva decretada pela Justiça. Ele também é suspeito de ter mandado matar um colega, o cabo Wanderley Oliveira de Almeida Júnior, que teria produzido documentos sobre sua atuação criminosa.

As suspeitas da ligação entre Farani e o PCC vieram durante a investigação da morte de Almeida, assassinado no início deste ano com 22 tiros. Entre as informações do dossiê que Almeida fazia sobre o colega estariam indícios de sua ligação com o PCC e a atuação como matador de aluguel.

Para o jornal o advogado Eduardo Kuntz afirmou que seu cliente é inocente. “As provas da defesa vão afastar todos os indícios da investigação”, disse ele.

“Existem indícios? Existem. São coincidências ruins? São coincidências ruis. Mas indícios e coincidências ruins para se transformarem em provas e condenação, a gente está falando de um sistema penal diferente do brasileiro”, disse o advogado do policial.

A Secretaria de Segurança Pública afirmou que o caso é investigado pelo Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa, o DHPP, e a Corregedoria da Polícia Militar. Farani está preso no presídio Romão Gomes, na Vila Albertina, Zona Norte da capital.

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