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Santo André pode ter racionamento de água em setembro

Sabesp diminuiu vazão de água na cidade da Região Metropolitana

Por Estadão Conteúdo 21 jul 2015, 12h24 • Atualizado em 5 set 2025, 17h55
Cantareira Represa de Atibainha
Cantareira Represa de Atibainha (Luis Moura/ Folhapress/)
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  • A cidade de Santo André, no ABC paulista, pode ter racionamento de água a partir de setembro. De acordo com o Serviço Municipal de Saneamento Ambiental (Semasa), a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) diminuiu, em 1º de julho, o repasse de água à cidade de 1,85 para 1,75 mil litros por segundo. “Com tal volume, o rodízio deve ser inevitável no verão, quando o consumo é sempre maior”, explicou o Semasa, em nota.

    A autarquia compra da Sabesp 94% da água destinada para o município, e o restante é produzido em Santo André. O Semasa ainda reclama que a vazão da Sabesp para Santo André “não tem regularidade, ou seja, há períodos do dia em que o envio fica muito abaixo dos 1,75 mil litros por segundo, e isso sem aviso prévio da companhia”.

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    Acordo

    A Sabesp, em nota, rebateu o Semasa e afirmou que a redução da vazão foi uma medida implementada “em comum acordo entre as duas entidades”. Em toda a região metropolitana, a Sabesp diz ter reduzido a produção de água em 27%, enquanto o Semasa teria diminuído em apenas 21%. “Com a medida, os porcentuais de redução praticamente se igualaram”, informou a Sabesp.

    A empresa disse ainda que, com ajuda e compreensão da população, “tem conseguido enfrentar a crise hídrica sem impor o rodízio”. “Se houver interesse, a Sabesp se dispõe a cooperar tecnicamente com o Semasa para que também em Santo André essa medida extrema não precise ser adotada”, ressaltou a companhia, em nota. Em novembro, quarenta municípios do Estado de São Paulo chegaram a enfrentar rodízio.

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    Dívida

    Em março, a Sabesp iniciou uma ofensiva para tentar receber 3 bilhões de reais em precatórios (pagamentos de dívida pública determinados pela Justiça) devidos por Santo André, Guarulhos e Mauá, e obrigar que os municípios paguem integralmente a conta da água comprada no atacado.

    A dívida acumulada pelas cidades chega a 6,6 bilhões de reais. Hoje, apenas cinco cidades da Grande São Paulo compram água da Sabesp e fazem a distribuição à população por autarquias próprias de saneamento. A lista inclui Mogi das Cruzes e São Caetano do Sul, que estão com as contas em dia. Na ocasião, o superintendente do Semasa, Sebastião Ney Vaz Júnior, disse que não reconhecia a dívida porque compra água “sem nenhum instrumento contratual” e o valor da tarifa é “abusivo”. 

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