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Santa Ifigênia e Brás são citados em lista mundial de pirataria

O estudo realizado pelo governo americano também cita a Rua 25 de Março e a Galeria Pagé

Por Ana Carolina Soares - Atualizado em 23 dez 2016, 10h56 - Publicado em 23 dez 2016, 10h51

Pontos conhecidos em São Paulo, a Santa Ifigênia e o Brás agora ganharam fama mundial. Mas com uma notoriedade negativa. Pela primeira vez em dez anos, os locais foram citados na lista “U.S. Trade Representative’s Annual List”, do governo americano, como um dos 33 lugares com maior comércio de produtos piratas do mundo. O material foi divulgado na quarta (21).

No texto, o centro da cidade é descrito como “o epicentro de falsificação e pirataria no estado e um dos exemplos mais conhecidos de mercado de falsificados no país”. Também foram citadas a Galeria Pagé e a Rua 25 de Março, apontadas no estudo desde 2015.

O relatório se baseia no estudo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O texto aponta que a pirataria, as falsificações e os roubos de bens custaram ao estado aproximadamente 4,4 bilhões de dólares no ano passado, além de 111,5 mil empregos com carteira assinada.

Além dos pontos no centro, outros lugares bastante frequentados por brasileiros entraram na lista: Ciudad del Este, no Paraguai, além dos sites 4Shared e o chinês Taobao, que pertence ao comércio on-line Alibaba.

“Desde a lista do ano passado, a polícia realizou duas operações importantes para acabar com a produção de CDs e DVDs piratas. O governo americano incentiva o prefeito recém-eleito da cidade a continuar essa batalha”, afirma o relatório, assinado por Michael Froman, representante especial dos Estados Unidos para o Comércio (USTR).

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