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Sabesp amplia período com pressão de água reduzida após queda nos reservatórios

Chuvas abaixo da média agravam cenário e exigem medidas preventivas de economia

Por 20 set 2025, 11h27
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Segundo a Sabesp, o programa já viabilizou cerca de R$ 35 milhões em descontos, apresentando uma redução média de 56% no valor total das dívidas negociadas (Jefferson Rudy/ Agência Senado/Reprodução)
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Diante da queda no nível dos reservatórios e das chuvas abaixo da média, o Governo de São Paulo adotou novas medidas para garantir o abastecimento da Grande São Paulo.

A partir desta semana, a Sabesp passa a estender de oito para dez horas o período de gestão de demanda noturna (GDN). Agora, haverá uma diminuição na pressão da água entre 19h e 5h em toda a área atendida pelo Sistema Integrado Metropolitano. Durante o dia, também será feito um controle maior da pressão, de forma a manter o abastecimento, mas evitando desperdícios.

A fase inicial da GDN, implantada em 27 de agosto, superou as projeções: a economia prevista era de 4 m³/s e chegou a 4,2 m³/s, o que significou mais de 7,2 bilhões de litros poupados – o suficiente para abastecer uma cidade do porte de São Bernardo do Campo por um mês.

Apesar do resultado positivo, o cenário continua preocupante. Em agosto, a chuva ficou muito abaixo da média: apenas 3 milímetros na região de Piracicaba/Capivari/Jundiaí (PCJ), frente aos 29 mm esperados; e 11 mm no Alto Tietê, contra a média de 32 mm. Hoje, o Sistema Integrado Metropolitano opera com 32,8% da capacidade, índice menor que o registrado em 2021. O Cantareira está com 30,3% e o Alto Tietê, com 26,1%.

Investimentos para reforçar o sistema

Além das medidas emergenciais, a Sabesp segue investindo em obras para aumentar a resiliência do sistema. Até 2027, devem ser acrescentados 5.700 litros por segundo de água bruta às represas da RMSP. Entre as ações, está a transferência de água do rio Itapanhaú para o Alto Tietê, já em operação assistida, e a futura interligação Billings–Taiaçupeba, prevista para 2027.

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Este ano, a empresa entregou duas novas estações de tratamento para cidades da região metropolitana, além de novos reservatórios e estruturas de bombeamento para a capital. Também estão em andamento ampliações nas estações Rio Grande e Baixo Cotia, que juntas vão adicionar 1.500 l/s até 2026.

No longo prazo, a Sabesp estuda cinco novas intervenções que podem somar até 15.400 litros por segundo ao sistema, considerando água bruta e tratada.

Enquanto os investimentos avançam, autoridades reforçam a necessidade de uso consciente da água. O Governo de São Paulo mantém uma campanha educativa para incentivar a população a adotar hábitos de economia no dia a dia.

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