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85% dos professores de SP dizem que alunos aprendem menos com aulas a distância

Pesquisa da USP entrevistou quase 20 000 docentes de 544 cidades do estado

Por Redação VEJA São Paulo - Atualizado em 13 ago 2020, 18h27 - Publicado em 13 ago 2020, 18h23

O programa USP Cidades Globais, do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de de São Paulo (IEA-USP) realizou uma pesquisa sobre a educação paulista durante a quarentena. O levantamento, chamado de Educação, Docência e a Covid-19, coletou 19 221 respostas de professores da rede estadual. Participaram docentes de 544 municípios do estado e os dados foram coletados entre 19 de maio e 7 de junho.

85% dos entrevistados afirmaram que têm a percepção de que os estudantes aprendem menos com a educação mediada pela tecnologia, as aulas a distância. Outro dado: 70% afirmaram que sentem confiança em desempenharem suas funções virtualmente.

A pesquisa também abordou a saúde mental dos docentes. Medo, tristeza, insegurança, ansiedade, angústia e incerteza são os principais sentimentos que foram associados à pandemia (48,1% das respostas). No entanto, 63% afirmaram que mantém uma boa saúde mental e 72% disseram que não sentem a necessidade de buscar apoio especializado.

A rede estadual paulista possui cerca de 3,8 milhões de alunos e 200 000 docentes. “O mapeamento e a compreensão desses aspectos em um momento tão crítico são de vital importância, tanto para subsidiar ações imediatas, quanto para a criação de novas políticas públicas relacionadas a uma nova educação durante, após a pandemia e em eventuais novos momentos de crise”, diz o texto da pesquisa. Confira os dados na íntegra aqui.

 

 

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