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Prefeitura anuncia reativação do Hospital Sorocabana, na Lapa

Após doação do prédio do hospital pelo governo do estado, gestão Ricardo Nunes planeja renovação do local

Por Redação VEJA São Paulo 15 out 2021, 15h18

A prefeitura anunciou, nesta quarta-feira (13), que vai reativar o Hospital Sorocabana, na Lapa, Zona Oeste da capital, após reformas e readequação do local, que está fechado há 10 anos. A reativação, que é uma reivindicação antiga dos moradores da região, será possível porque o governo do estado doou, nesta quarta (13), o prédio do hospital, de sete andares, à gestão municipal. O hospital anterior fechou em 2010, após problemas financeiros. Na época, era administrado pela Associação Beneficente de Hospitais Sorocabana.

O hospital era de responsabilidade da prefeitura desde 2016, mas o prédio era da gestão estadual, o que impedia o início das obras de ampliação prometidas pela gestão Bruno Covas e Ricardo Nunes (MDB) em agosto do ano passado, quando a unidade foi reaberta parcialmente para tratar pacientes com Covid-19. Na ocasião havia 49 leitos de enfermaria e outros seis de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), utilizados para estabilização em casos de média complexidade da doença.

Segundo a gestão Ricardo Nunes, o primeiro passo será a contratação de empresa especializada para desenvolvimento de projeto de reforma e adequação do prédio às normas de vigilância sanitária vigentes. Por se tratar de edificação tombada, somente após a conclusão de estudos técnicos é que deverão ser definidos os serviços e número de leitos possíveis na unidade.

Para a reforma, uma verba de R$ 30 milhões já está garantida por lei aprovada na Câmara Municipal em julho deste ano para a reforma dos outros cinco andares do antigo hospital e maternidade. Além disso, segundo o secretário municipal da Saúde, Edson Aparecido, há uma articulação no Ministério da Saúde para garantir mais R$ 30 milhões.

No local, atualmente, funciona o Complexo Hospitalar Sorocabana, administrado pela Organização Social de Saúde (OSS) Associação Saúde da Família (ASF). Neste ano foram criadas 41 vagas de leitos de enfermaria, 12 de estabilização e duas de hemodiálise no térreo do prédio. Os leitos Covid-19 estão em transição para leitos de clínica médica e acolhimento dos moradores da Lapa e região.

Também funcionam no local, no primeiro piso, um Hospital Dia, com consultas de especialidades médicas e exames de imagem, além de uma Assistência Médica Ambulatorial (AMA) 24 horas. Na área externa ao bloco hospitalar, há também um centro de reabilitação.

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