Avatar do usuário logado
Usuário

Prefeito é preso por depositar lixo em aterro interditado no interior

Assessoria diz que a cidade não tem onde depositar o lixo e luta há anos para regularizar a situação

Por Estadão Conteúdo
14 jun 2018, 12h05 • Atualizado em 5 set 2025, 10h05
 (Reprodução / Prefeitura de Murutinga do Sul/Veja SP)
Continua após publicidade
  • O prefeito da cidade paulista de Murutinga do Sul, Gilson Pimentel (PSDB), foi preso no fim da tarde desta quarta-feira (13), acusado de crime ambiental. Ele teria autorizado depositar o lixo da cidade num aterro sanitário interditado pela Cetesb, a agência ambiental do Estado de São Paulo.

    Um fiscal e três funcionários da limpeza pública da prefeitura também foram presos. A assessoria do prefeito diz que a cidade não tem onde depositar o lixo e luta há anos para regularizar a situação do aterro. O prefeito e os outros presos serão levados à audiência de custódia na tarde desta quinta-feira (14) e a defesa espera que eles sejam libertados.

    As prisões aconteceram após uma denúncia anônima de que um caminhão descarregava o lixo no aterro interditado. Uma equipe da delegacia seccional da Polícia Civil em Andradina (SP) foi ao local e flagrou o crime ambiental. O motorista do veículo informou que havia recebido a ordem do fiscal de posturas que, por sua vez, alegou que a determinação era do prefeito.

    O fiscal, o motorista do caminhão de lixo e dois lixeiros também foram presos. O delegado Marcelo Zompero, que fez as prisões, não arbitrou fiança porque os crimes dos quais o prefeito e os servidores são acusados têm pena superior a quatro anos. Pimentel tem curso superior e passou a noite numa sala da delegacia.

    De acordo com o assessor de comunicação da prefeitura, Reinaldo Aro, desde que o aterro foi interditado, no fim do ano passado, a cidade ficou sem ter onde depositar o lixo, que é coletado duas vezes por semana. “O prefeito pegou o município com dívida de 6 milhões de reais e não tinha condições de mandar o lixo para aterro particular. Houve pedido à Cetesb para depositar em valas ao lado do lixão atual, mas o órgão ambiental não concordou. A cidade não pode ficar sem coleta, então é uma situação complicada”, disse.

    Continua após a publicidade

    Conforme Aro, emergencialmente o município vai alugar contêineres de uma empresa de Três Lagoas (MS) para estocar o lixo, até que a situação do aterro seja resolvida. Com 4 800 habitantes, Murutinga do Sul é um dos 24 municípios paulistas que têm aterros sanitários – ou lixões a céu aberto – interditados pela Cetesb.

    Na maioria dos casos, as prefeituras estão “exportando” o lixo para aterros de outras cidades. A agência ambiental da Cetesb em Dracena informou que a prefeitura de Murutinga já foi multada por depositar lixo de forma irregular no aterro interditado.

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Impressa + Digital no App
    Impressa + Digital
    Impressa + Digital no App

    Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique.

    Assinando Veja você recebe semanalmente Veja SP* e tem acesso ilimitado ao site e às edições digitais nos aplicativos de Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Superinteressante, Quatro Rodas, Você SA e Você RH.
    *Assinantes da cidade do SP

    A partir de 29,90/mês