Praia no Guarujá tem disputa de caixa de som

Pagode, sertanejo e funk ostentação disputam preferências de banhistas na praia de Pitangueiras

Turistas que foram passar o réveillon no Guarujá, no litoral sul paulista, estão levando caixas de som de todos os tamanhos para debaixo de seus guarda-sóis. Em uma distância de menos de dez metros é possível ouvir Anitta, MC Daleste, Luan Santana, Racionais. Tudo ao mesmo tempo e em diferentes alturas.

Nesse “pancadão” portátil se sobressai quem leva a caixa maior. “Nós somos os reis da balada da praia”, brinca o empresário Paulo Cristófaro, de 42 anos, aos gritos. Precisou falar alto porque o funk ostentação que tocava na sua tenda era o mais intenso de toda a Praia de Pitangueiras. O volume tem seu motivo, diz ele: atrair outros turistas para a balada, especialmente as mulheres. “Somos feios, mas a música ajuda”, brinca.

O aparelho pertence ao comerciante Antonio Marcos Gaspar, de 58 anos. De acordo com ele, o equipamento custou cerca de R$ 1,6 mil. Acoplado à caixa, estava uma bateria de carro, para que a festa não tenha fim. “O que mais toca é funk e sertanejo”, diz. A lista é longa: “Já tocou MC Livinho, David Guetta, Ludmila”, conta outro turista da barraca, Leonardo Henrique dos Santos, de 21 anos. “Aqui é a balada da praia.”

A “ostentação” irritou alguns. A estudante Milena Aquino, de 18 anos, até desistiu de ligar sua caixa por causa da concorrência. “Não dá nem para ouvir porque alguns vêm com som equipado. É muita gente.” Na mesma tenda, o gerente comercial Edson Donico, de 57 anos, reclama: “Alguns incomodam muito e não deixam os outros ouvirem”.

Como eles, outros turistas adquiriram suas próprias caixinhas por cerca de 50 reais. O equipamento é vendido por ambulantes na areia, junto com roupas de banho, óculos de sol e outras bugigangas. O estudante de engenharia civil Murilo Santiago, de 19 anos, ouvia de funk a pagode em sua caixa recém-adquirida. “É bom porque cada um fica com a sua música.”

O veterinário João Guilherme Holl, de 26 anos, lamentou não ter conseguido uma caixa maior, já que o som de seu equipamento não alcançava os outros. “No ano que vem, a gente traz uma maior.”

Microfone

Mais distante dos concorrentes estava Luís Paulo Junior, de 23 anos, que veio de Guaxupé (MG) com uma caixa de som equipada até com microfone, emprestada de um amigo. Sertanejo era a aposta dele e dos colegas para curtir o calor. “De vez em quando, alguém pede para abaixar o som, mas não deu nenhuma briga. Até ajudamos os vendedores anunciando pelo microfone”, conta.

Megafones também entraram no rol das brincadeiras dos turistas. Os estudantes Marcelo Introini, de 28 anos, e Matheus Coimbra, de 25, imitavam vozes e brincavam com quem passava.

A expectativa da Secretaria de Turismo do Guarujá é receber de 1,5 milhão a 2 milhões de turistas neste ano. A reportagem levou três horas para fazer o trajeto da Saúde, na zona sul, até o litoral sul. O maior congestionamento aconteceu na entrada da cidade. Também havia pontos de lentidão entre os quilômetros 25 e 30 da Rodovia dos Imigrantes ontem.

Para garantir a segurança, uma operação com 416 policiais foi iniciada. Também houve reforço na fiscalização de ambulantes irregulares.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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  1. Suely Lucas Germano

    Essa prática de som alto na praia é uma coisa totalmente estapafúrdia. Ninguém é obrigado a ouvir aquilo que não quer. É uma tremenda falta de respeito. A praia é um espaço de todos e tem muita gente que não gosta de som alto, até porque praia não é pra isso.
    Eu gosto de ir a praia para relaxar, conversar e ouvir o barulho do mar.
    Quem quer ouvir música na praia que coloque fones de ouvido.

  2. Cernautan Sonia

    Literalmente acabaram com a Pérola do Atlântico…Que pena…

  3. se os caras querem importunar os outros ,,voltem para suas casas ,e coloquem o som alto na frente da casa de seus pais e filhos.

  4. Que lixo hein… farofada com som b.o.s.t.a.