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PM é suspeito de matar adolescente na Zona Sul

Guilherme Silva foi encontrado morto no último final de semana. Moradores realizaram protestos nos últimos dias pedindo respostas

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 17 jun 2020, 18h04 - Publicado em 17 jun 2020, 18h02

A Polícia Civil suspeita do sargento da PM Adriano Fernandes de Campos, 41, do Baep (Batalhão de Ações Especiais) de São Bernardo do Campo como um dos responsáveis pelo sequestro e morte do adolescente Guilherme Silva Guedes, 15, na Vila Clara, Zona Sul de São Paulo. As informações são do UOL.

No último domingo (14), Guilherme estava na frente da casa da avó no início da madrugada quando despareceu. Imagens de câmeras de segurança, no entanto, gravaram os suspeitos. O jovem foi encontrado horas depois em Diadema, no Grande ABC, com dois tiros na cabeça e marcas de agressão espalhadas pelo corpo. Adriano estaria fazendo a segurança de um canteiro de obras da Sabesp, que fica ao lado da casa do jovem.

Segundo as investigações, um galpão da região foi roubado no domingo. O vigia que estava no galpão chegou a ligar para a polícia, mas desistiu de denunciar após Adriano ter prometido que resolveria por conta própria. Duas investigações paralelas estão em andamento, uma pela Corregedoria da PM, outra pelo DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa), da Polícia Civil.

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Adriano e o pai, o PM aposentado Sebastião Alberto de Campos, são donos da empresa Campos Forte Portarias Ltda. Na descrição da atividade econômica principal estão “serviços combinados de apoio a edifícios, exceto condomínios prediais”, sem mais detalhes. Adriano, como policial militar, não poderia ter parte societária em uma empresa de acordo com a Constituição Federal, em seu artigo 37, inciso 16. A empresa não consta nos registros da Polícia Federal, que deveria autorizar seu funcionamento.

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