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PM atira em colega e o mata ao confundi-lo com criminoso

Policiais à paisana caminhavam até o carro quando foram abordados pelas costas por um terceiro oficial, em Guarulhos

Por Estadão Conteúdo 29 jan 2018, 19h49

Um policial militar de folga atirou em um colega de profissão, que também estava de folga, e o matou na manhã desta segunda-feira (29), após confundi-lo com um assaltante em Guarulhos, na Grande São Paulo.

Segundo informações das Polícias Militar e Civil, o soldado Altieres Souza da Silva, de 33 anos, lotado no 31º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano (BPM/M), de Guarulhos, deixou um bar na Rua Tapajós, no Jardim Barbosa, por volta das 5h30, com uma arma nas mãos, acompanhado de outro policial do 31º BPM/M. Ambos estavam à paisana.

  • Os dois PMs se dirigiam aos seus respectivos veículos, que estavam estacionados próximo a uma drogaria na Avenida Paulo Faccini, quando foram vistos por um terceiro soldado da PM, lotado no 42º BPM/M, de Osasco, na região metropolitana de São Paulo. Do outro lado da via e sem fardamento, o terceiro policial achou que Silva fosse assaltar o estabelecimento, aproximou-se e se identificou como PM.

    Ainda de acordo com a polícia, Silva se virou com sua arma em direção ao policial que o abordou. Este, então, efetuou disparos que atingiram o tórax do soldado. Ele foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e levado ao Hospital Geral de Guarulhos (HGG), mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

    Não foi divulgado se o policial que atirou no colega foi preso.

    A Polícia Civil informou que o caso será investigado por meio de inquérito pelo 1° Distrito Policial (Centro) de Guarulhos. A corporação e a Secretaria da Segurança Pública (SSP) do Estado de São Paulo informaram que o registro da ocorrência ainda estava em andamento no fim da tarde desta segunda.

    “Testemunhas foram ouvidas, e a equipe policial busca por imagens e outras testemunhas que possam colaborar com as investigações”, declarou a SSP, em nota.

    Já a Polícia Militar instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar os fatos. A Corregedoria da PM também acompanha as investigações.

    A arma que Silva portava, uma pistola .40, pertencia à Polícia Militar. Já a que foi usada na ocorrência, também de calibre .40 era de propriedade particular e foi apreendida pela Polícia Civil. O soldado que acompanhava Silva também carregava uma pistola .40 de posse da PM.

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