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Penitenciária de SP suspende visitas após surto de Covid-19

Presídio no interior do estado abriga condenados em regime fechado e está com o dobro de presos do que a capacidade; não houve casos entre funcionários

Por Redação VEJA São Paulo Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 27 Maio 2024, 20h47 - Publicado em 7 fev 2021, 15h06

A penitenciária estadual de Capela do Alto, no interior de São Paulo, suspendeu as visitas aos presos por tempo indeterminado após registrar um surto de Covid-19 entre os detentos. Até esta sexta-feira (5), 24 prisioneiros testaram positivos para a doença e 88 casos suspeitos ainda esperavam o resultado dos exames. Não houve mortes. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

A administração isolou quatro pavilhões na tentativa de conter a disseminação do vírus. Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) apontam 236 óbitos e 59,2 mil casos ao todo em unidades prisionais brasileiras.

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O presídio abriga condenados em regime fechado e está com o dobro de presos do que a capacidade, segundo dados da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP). Segundo a pasta, não houve casos entre os funcionários.

Familiares dos detentos que fariam as visitas neste fim de semana estão sendo informados da suspensão. Números da SAP indicam o avanço do novo coronavírus no sistema prisional do Estado. Segundo os dados, nos quatro primeiros meses da pandemia, até o final de junho, 15 detentos tinham morrido de Covid-19 em presídios paulistas. Nesta quinta-feira (4), o número de óbitos tinha chegado a 35. O número de casos positivos saltou de 902 para 11 785 no mesmo período.

Atualmente, 318 presos com diagnóstico positivo estão em isolamento em 26 unidades prisionais que têm casos ativos. Entre os servidores, o número de mortes subiu de 16 no final de junho para 36 até a última quinta.

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Desde o início da pandemia, 2 569 funcionários testaram positivo para Covid-19. Ainda há 56 servidores em tratamento. A SAP informou que houve aumento na testagem de detentos e funcionários, o que contribuiu para o aumento nos números. Segundo a pasta, a atenção à saúde dos presos foi intensificada desde o início da pandemia.

“Todos os custodiados foram e continuam sendo orientados sobre o uso correto de máscaras de proteção, tanto verbalmente como por meio da fixação de cartazes e distribuição de panfletos.”

Dados nacionais computados pelo CNJ apontam que o Brasil registrou 236 óbitos por Covid-19 no sistema prisional, 101 deles de servidores e 135 de pessoas presas. Os casos chegam perto dos 60 mil, com 45 mil diagnósticos confirmados entre presos e 14,1 entre funcionários das unidades. Com a maior população carcerária do país, o Estado de São Paulo lidera as estatísticas absolutas de casos e mortes por covid-19 nos presídios.

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